compartilhe aqui

10 de agosto de 2014



A VERDADEIRA FÉ NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS.








Todavia, se cumprirdes, conforme a escritura, a lei real:
Amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis. Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado e sois redarguidos pela lei como transgressores.
(Tiago 2. 8,9)

 

TEXTO ÁUREO
NÃO PODEMOS FAZER ACEPÇÃO DE PESSOAS POIS O SENHOR NÃO FEZ CONOSCO.

Leitura Bíblica


¶ Meus irmãos, não tenhais a fé de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas.
Porque, se no vosso ajuntamento entrar algum homem com anel de ouro no dedo, com trajes preciosos, e entrar também algum pobre com sórdido traje,
E atentardes para o que traz o traje precioso, e lhe disserdes: Assenta-te tu aqui num lugar de honra, e disserdes ao pobre: Tu, fica aí em pé, ou assenta-te abaixo do meu estrado,
Porventura não fizestes distinção entre vós mesmos, e não vos fizestes juízes de maus pensamentos?
Ouvi, meus amados irmãos: Porventura não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé, e herdeiros do reino que prometeu aos que o amam?
Mas vós desonrastes o pobre. Porventura não vos oprimem os ricos, e não vos arrastam aos tribunais?
Porventura não blasfemam eles o bom nome que sobre vós foi invocado?
¶ Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis.
Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois redargüidos pela lei como transgressores.
Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos.
Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu pois não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei.
Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade.
Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo.



De acordo com o significado acima entendemos que a acepção nos faz um mal terrível, já que somos filhos do Eterno Senhor Deus, que de forma alguma fez acepção; pelo contrario Deus sempre esteve de braços abertos a todas as pessoas.

A Bíblia diz que o Senhor Jesus nos amou de tal maneira que morreu por nossos pecados e, todas nossas transgressões. Então com isto o que aprendemos? Como nós que somos cristãos mudaremos atitudes de acepção que discorrem em nossa sociedade? Somente cheios do amor de Deus e, a fé na pessoa de Cristo conseguiremos mudar nossas atitudes.

Lei Mosaica.



A concepção bíblica em Cristo, sobre mandamentos diferem da concepção religiosa e até da concepção moral ou humana.

É importante que se entenda que não adianta valorizar e cumprir um mandamento e deixar outros de lado tornando-se réu de todos os demais mandamentos.



Tudo isto quer dizer que Deus não aceita uma boa religiosidade se questões importantes são desprezadas e o preconceito é péssimo em qualquer circunstância.



A Lei da Liberdade.



Apesar de parecer uma vida cheia de exigências, na verdade, nada mais suave que a Lei da Liberdade em Cristo.



Temos toda liberdade como qualquer cidadão de fazer o que vem à cabeça, todavia, por amor a Cristo, escolhemos o que é saudável  para nossa vida individual, familiar e em comunidade, procurando sempre o bem de todos.



Disse o Senhor: “... porque o meu jugo é suave e o meu  fardo é leve. Mt.11:30.



Assim, sejamos abençoados pelo Senhor e seremos quando aprendermos a abençoar os que estão próximos de nós.



A lição não propõe que desprezemos o rico por que é rico; há também o preconceito com pessoas por suas posses.




figura 2







REFLITA E, DEIXE SEU COMENTÁRIO OU SUGESTÃO


Fontes 
www.cpad.com.br/escoladominical
www.google.com , imagem 2
Bíblia de estudo pentecostal 













26 de abril de 2014

LIÇÃO 4 
INTRODUÇÃO

I. O DOM DA FÉ (1 Co 12.9)
II. DONS DE CURAR (1 Co 12.9)
III. O DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS (1 Co 12.10)

CONCLUSÃO

OS DONS DE PODER

E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé.
“Outro” (gr. heteros) significa “outro de um tipo diferente”. Em outro lugar nesta passagem, “outro” (gr. allos) significa “outro do mesmo tipo”, por exemplo, outro crente (outro membro da assembleia local reunida). Paulo pode estar usando, heteros aqui para marcar uma diferença nos dons antes e depois, em vez de significar um tipo diferente de crente. Possivelmente, a palavra da sabedoria e a palavra da ciência possam ser consideradas a comunicar luz e os cinco dons seguintes, a comunicar poder – não à inteligência, mas à vontade. Ou ele pode estar apenas lembrando aos coríntios que nem todos serão usados em todos os dons. Ou pode ter colocado a palavra da sabedoria e a palavra da ciência à parte, porque os coríntios também foram associados com a sabedoria e a ciência natural, e precisavam destes dons de modo especial.
O dom da fé (1 Co 13.2) não é a fé salvadora, mas deve ser considerado como um dom que vai ajudar ou beneficiar todo o corpo local. Pode ser considerado como um dom especial da fé para uma necessidade particular. Alguns o definem como “a fé que move montanhas”, trazendo manifestações incomuns ou extraordinárias do poder de Deus. Mas da mesma maneira que a palavra da sabedoria é uma dotação específica de uma palavra para satisfazer a necessidade de sabedoria, assim o dom da fé pode ser uma dotação específica de fé para satisfazer a necessidade do corpo como um todo (cf. o que Paulo fez no meio de uma tempestade [At 27.25]).

E a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar.
“Dons” e “curar” (curas) estão ambos no plural em grego. Isto pode indicar que há vários dons para curar vários tipos de doenças e enfermidades. Ou pode significar que o Espírito Santo que usar uma variedade de pessoas para ministrar estes dons. Ou pode ter o sentido de que os dons do Espírito não curam somente um item da doença ou enfermidade, mas tudo o que esteja errado. Ele quer curar a pessoa completamente.
Também nos informa que ninguém pode dizer: “Eu tenho o dom de curar”, como se este dom pudesse ser possuído e ministrado ao bel-prazer da pessoa. Cada cura necessita de um dom especial, que é dado não à pessoa que ministra o dom, mas por meio daquela pessoa para o indivíduo doente, de forma que Deus recebe toda a glória. Ele é quem cura (At 4.30).
Quando Pedro disse ao coxo à porta Formosa: “O que tenho isso te dou” (At 3.6), “o que tenho” está no singular em grego e significa que o Espírito deu a Pedro um dom específico para o coxo. Pedro não tinha um reservatório de dons de curas. Ele tinha de receber do Espírito um novo dom para cada pessoa a quem ele ministrava. Esta verdade ainda permanecesse em nossos dias. Embora Tiago 5.14,15 nos diga que chamemos os presbíteros da igreja, se isso não é possível, o Espírito Santo pode usar qualquer membro do corpo para ministrar os dons de curas para o doente.

E a outro, a operação de maravilhas.
“Operação de maravilhas” (gr. energēmata dunamenōn, “atividades da operação de maravilhas” ou “das operações de milagres” – outra vez dois plurais) sugere muitas variedades de milagres ou ações de poder grandioso e sobrenatural. O termo energēmata é muitas vezes usado para se referir à atividade divina (Mt 14.2; Mc 6.14; Gl 3.5; Fp 3.21) ou à atividade de Satanás (At 13.9-11). “A palavra grega traduzida por ‘milagres’ (gr.sēmeion) em João enfatiza seu valor de sinal para incentivar as pessoas a crer e continuarem crendo. O livro de Atos ressalta a continuação dessa obra na Igreja, mostrando que Jesus é vencedor.

Texto extraído da obra “I & II Coríntios: Os problemas da Igreja e suas soluções”, Rio de Janeiro: CPAD.
 Bíblia de Estudo Pentecostal.



16 de outubro de 2013

Aula 03 – TRABALHO E PROSPERIDADE

4º Trimestre/2013 - CPAD

Texto Básico: Provérbios 3:9,10;22:13;24:30-34

“A bênção do Senhor é que enriquece, e ele não acrescenta dores” (Pv 10:22)


INTRODUÇÃO

A necessidade de trabalhar faz parte da natureza do homem.  Esta afirmação é verdadeira pelo fato do homem ter sido criado “a imagem e conforme à semelhança de Deus”. Assim, o homem não foi criado para ser inerte, parado, sem vida. Trabalhar é estar em ação, em atividade. O trabalho feito com prazer, especialmente por aqueles que têm consciência de que estão cumprindo a vontade de Deus, não apenas dignifica o homem como também o vitaliza, pois, conforme afirmou Salomão, “em todo o trabalho há proveito...”(Pv 14:23).
Para o homem sem Deus, ou até para aquele que se diz “crente”, mas não conhece a Palavra de Deus, trabalhar se torna uma obrigação, um agente gerador de ansiedade. Trabalham, mas, trabalham de mal com o trabalho, vendo na pessoa do patrão, um agente escravizador. Isto não pode acontecer com aquele que conhece a Palavra de Deus. Afirmo que o trabalho foi instituído por Deus, mesmo antes da queda do homem. Trabalhar, portanto, significa cumprir a vontade de Deus. Para um filho de Deus ter um trabalho e poder tirar dele sua subsistência deve ser considerado como uma benção, não como um sacrifício. Você já agradeceu a Deus, hoje, pelo seu emprego, ou pela sua profissão?
Nesta Aula, trataremos “algumas das metáforas usadas pelo sábio para tratar da natureza do trabalho e sua importância. Elas revelam que o labor é uma condição necessária à expressão humana”. Para aqueles que ainda não sabem, metáfora é a comparação de palavras em que um termo substitui outro. É uma comparação abreviada em que o verbo não está expresso, mas subentendido. Por exemplo, ao dizer que o irmão "está forte como um touro", certamente, não significa que ele se pareça fisicamente com o animal, mas que ele está tão forte que faz lembrar um touro, comparando a força entre o animal e o indivíduo. Usando a metáfora da formiga: “vai ter com a formiga, ó preguiçoso” (Pv 6:6). Isto quer dizer: mova-se, tome uma atitude na vida, sai dessa preguiça, trabalhe com ousadia e determinação! “Era dessa forma que os sábios da antiguidade ensinavam, pois quando se entende tais metáforas, compreende-se melhor a natureza do trabalho”, afirma o pr. José Gonçalves.
I. A METÁFORA DO CELEIRO E DO LAGAR (Pv 3:9,10)
“Honra ao SENHOR com a tua fazenda e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão os teus celeiros abundantemente, e trasbordarão de mosto os teus lagares”.
Lagar:
“Palavra que é usada indiscriminadamente a respeito do instrumento no qual as uvas eram esmagadas, ou a respeito do balde que aparava o suco daí resultante. Sua plenitude era sinal de prosperidade, enquanto que quando o lagar estava ‘seco’ havia a representação simbólica de fome.
“É o vocábulo usado metaforicamente em Is 63:3, e também em Jl 3:13, onde o lagar cheio e transbordante indica a grandeza do morticínio de que o povo estava ameaçado. Faz parte de uma notável símile, em Lm 1:15; e em Ap 14:28-20, forma parte da linguagem apocalíptica que se segue à predição sobre a queda de Babilônia” (Novo Dicionário da Bíblia – J.D. Douglas).
1. A dádiva que faz prosperar. Dentre as muitas metáforas usadas por Salomão para se referir ao trabalho, encontramos a metáfora do “celeiro” e do “lagar”. O sábio aconselha: “Honra ao SENHOR com a tua fazenda e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão os teus celeiros abundantemente, e trasbordarão de mosto os teus lagares”. Aqui, temos um apelo a favor do uso apropriado das posses materiais. No final das contas, o homem é um mordomo, e tudo que ele tem pertence a Deus (Salmos 50:10-12 e 24:1). Quando ele honra a Deus com parte do seu progresso, ele vai ser abençoado materialmente - “e se encherão os teus celeiros”. Temos aqui um princípio de mordomia e não uma garantia de riquezas materiais. Podemos confiar a Deus as nossas dádivas e que Ele garante a provisão das nossas necessidades materiais (Mt 6:33). O mordomo cristão nunca precisa temer que vai ser o perdedor ao dar a Deus (Ml 3:8-10). Ninguém perde porque crê ou porque obedece. O homem de Deus não é um servo relutante, mas um mordomo feliz e responsável.
É válido ressaltar que uma vida próspera não é somente resultado do sucesso financeiro, mas, sim, da obediência a Deus, da fidelidade e da santidade (Pv 3:3,4). Como cristãos, podemos afirmar que nossas riquezas são e serão sempre intangíveis e nunca somente monetárias. Atualmente, os crentes têm sido iludidos quando o assunto é prosperidade. Eles tendem a relacionar o “ser próspero” ao dinheiro e bens materiais. Muitos estão buscando desesperadamente os bens materiais. Querem ser ricos a todo o custo e acabam desprezando a Deus, tropeçando e perdendo o bem precioso, a salvação. Por isso Jesus adverte: “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” (Mt 16:26). “Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lc 12:20).
Não podemos ser influenciados pela maneira de pensar deste mundo (Rm 12:2). Para alguns, o "TER" passou a ser mais importante que o "SER". O materialismo estimula as pessoas a viverem para TER. Porem, a ênfase do cristianismo bíblico está em viver para SER. Somos desafiados a viver para sermos santos, luz do mundo e sal da terra em meio a uma geração que vive para TER. É evidente que como seres terrenos temos que trabalhar com ousadia, integridade e dedicação para conquistar os recursos materiais necessários para nossa sobrevivência e contribuir para o reino de Deus. Contudo, a Bíblia condiciona a prosperidade do homem a uma vida de obediência ao Senhor. Não é possível ter-se felicidade, bem-estar, alegria, sucesso e êxito se o indivíduo não cumprir a lei do Senhor, não O buscar de todo o seu coração.
A Verdadeira prosperidade, portanto, é o resultado da obediência, é fruto de um estado espiritual de comunhão com Deus. Jesus encontrou pessoas materialistas, como o jovem rico, que preferiu suas próprias riquezas em vez das riquezas do reino. Mas ele também encontrou pessoas como Zaqueu, que foram capazes de trocar o materialismo pelos valores do reino. Pertencer ao Reino de Deus é está diretamente ligado ao "SER" - ser benigno, ético, compassivo etc.
2. A bênção que enriquece - A bênção do Senhor é que enriquece, e ele não acrescenta dores” (Pv 10:22). Não podemos negar e nem deixar de ser gratos por essa vida, pois, para os crentes e demais homens, ela é um testemunho da bondade e misericórdia de Deus. Os bens materiais, inclusive o dinheiro, são bênçãos que Deus nos concede para usufruirmos dele e beneficiar o próximo e a obra de Deus. Seria hipocrisia de nossa parte negar que o dinheiro é um bem apreciável, pois quanto mais recursos financeiros uma pessoa possui, mais oportunidades ela tem para oferecer uma educação melhor aos seus descendentes, investir em sua saúde, adquirir bens que serão utilizados de forma razoável e confortável, e abençoar a obra de Deus de forma generosa. Mas, precisamos entender também que o dinheiro é um ótimo servo, mas um senhor impiedoso se o colocarmos nessa posição também. Se não tivermos nossas vidas diante de Deus, perderemos o foco da verdadeira prosperidade: um relacionamento com o Doador, e não com a dádiva. Não foi à toa que Jesus falou contra Mamom e os perigos do relacionamento com ele.
Fazer a vontade de Deus e manter uma estreita comunhão com Ele é o segredo para se ter uma vida próspera. Independentemente das circunstâncias que estejamos passando, temos a certeza que o bom Pastor e Bispo de nossas almas nunca nos desampara. Ele está conosco em meio aos pastos verdejantes, e não nos abandona quando temos que enfrentar os vales e os desertos da vida. Somente em Jesus temos a verdadeira prosperidade. É somente quando a bênção de Deus estiver presente que o celeiro e o lagar se encherão e transbordarão. “É a bênção divina que faz a distinção entre ter posses e ser verdadeiramente próspero, pois é possível ser rico, mas não ser feliz”.
II. A METÁFORA DA FORMIGA (Pv 6:6-11)
“Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos e sê sábio. A qual, não tendo superior, nem oficial, nem dominador, prepara no verão o seu pão; na sega ajunta o seu mantimento. Ò preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono? Um pouco de sono, um pouco tosquenejando, um pouco encruzando as mãos, para estar deitado, assim te sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado”(Pv 6:6-11).
1. As formigas sabem poupar. Em Pv 6:6-11, o sábio nos adverte a aprender com as formigas. Numa época em que as mudanças ocorrem numa rapidez que nos atordoa, nossa única defesa é a tentativa de antecipar, como as formigas fazem, o amanhã e nos prepararmos, desde já, para responder aos desafios que o futuro nos apresentará. O segredo para ter mais segurança quanto ao futuro é fazermos planos e trabalharmos baseados neles agora. A conhecida passagem de Tiago 4:13-16 nos diz para não fazer planos para o futuro, e sim para nos darmos conta de que todos os planos para o crente são declarações de fé. É a nossa maneira de dizermos: “Senhor, é isso o que acreditamos que quer que façamos, e é isso que temos a intenção de fazer. Se quiseres nos dirigir para o outro caminho, estamos abertos à tua orientação. Enquanto isso, prosseguimos adiante pela fé”. Portanto, precisamos fazer planos e oferecê-los como declarações de fé ao Senhor como nosso compromisso a Ele. Prepare-se, pois seu futuro depende, em grande parte, do que você fizer hoje.
2. A Bíblia condena o preguiçoso. Sobre a Preguiça, a Bíblia diz: “A preguiça faz cair em profundo sono, e a alma enganadora padecerá fome”(Pv 19:15); “Pela muita preguiça se enfraquece o teto, e pela frouxidão das mãos goteja a casa”(Ec 10:18). Num mundo competitivo como o nosso, ninguém pode se dar o luxo da preguiça.  Com acerto afirmou Elifaz a Jó: “Mas o homem nasce para o trabalho, como as faíscas das brasas se levantam para voar”(Jó 5:7). Isto corrobora a nossa afirmação de que o trabalho foi instituído por Deus e que é uma exigência da natureza do homem. Em sendo assim, e assim é, então queremos crer que não existe crente que conhece a Palavra e que seja preguiçoso. Isto porque o crente, sendo nascido de novo, é filho de Deus; como filho, ele é participante da natureza divina, conforme declara Pedro: “Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou por sua glória e virtude, pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina...”(2Pedro 1:3-4). Assim, crente que é filho de Deus não pode ser preguiçoso, pois, a inércia, a inatividade, e outros atributos que caracterizam a preguiça, não fazem parte da natureza Divina. Lembre-se: o tempo é matéria-prima da vida. Precisamos tomar consciência de sua importância e de como aproveitá-lo melhor.
III. A METÁFORA DO LEÃO (Pv 22:13; 26:13)
“Diz o preguiçoso: Um leão está lá fora; serei morto no meio das ruas” (Pv 22:13). “Diz o preguiçoso: Um leão está no caminho; um leão está nas ruas” (Pv 26:13).
Aqui nestas duas metáforas, vemos as desculpas esfarrapadas do preguiçoso. Esse é o tipo de pessoa que sempre acha boas razões para justificar a sua preguiça – “mais sábio é o preguiçoso a seus olhos do que sete homens que bem respondem” (Pv 26:16). Note-se que o preguiçoso não é nenhum anormal. Frequentemente é um homem comum que usou desculpas demais, recusas demais e adiamentos demais. Isso explica, pelo menos em parte, por que a pobreza chega à casa dele. Ela surge como um ladrão, e nada a pode impedir, porque é o fruto da indolência e da procrastinação – “assim te sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado” (Pv 6:11).
Para superar a preguiça, devem ser dados alguns pequenos passos em direção à mudança. É necessário estabelecer uma meta concreta e realista, verificar quais são os passos necessários para alcançá-la e segui-los. Deve-se orar, pedindo a Deus força e persistência. Para que as desculpas não tornem alguém inútil, é necessário parar de dar desculpas vãs. A preguiça é mais perigosa do que um leão.
IV. O TRABLHO E A METÁFORA DOS ESPINHEIROS (Pv 24:30-34)
30. Passei pelo campo do preguiçoso e junto à vinha do homem falto de entendimento;
31e eis que toda estava cheia de cardos, e a sua superfície, coberta de urtigas, e a sua parede de pedra estava derribada.
32. O que tendo eu visto, o considerei; e, vendo-o, recebi instrução.
33. Um pouco de sono, adormecendo um pouco, encruzando as mãos outro pouco, para estar deitado,
34. assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado.
O preguiçoso só vê dificuldades. O caminho do preguiçoso não é cercado de espinhos, mas é como se fosse. O problema não existe, mas por causa de sua preguiça ele age como se existisse. O preguiçoso vê dificuldade em tudo. Ele não procura trabalho porque parte do pressuposto de que todas as portas da oportunidade lhe estarão fechadas. Ele não se dedica aos estudos porque está convencido de que não vale a pena estudar tanto para depois não ter recompensa. Ele só enxerga espinhos na estrada da vida enquanto dorme o sono da indolência.
É diferente a vereda dos retos. Mesmo que haja espinhos, o homem reto os enfrenta. Mesmo que a estrada seja sinuosa, ele a endireita. Mesmo que haja vales, ele os aterra. Mesmo que haja montes, ele os nivela. O homem reto é aquele que transforma dificuldades em oportunidades, obstáculos em trampolins, desertos em pomares e vales em mananciais. Ele não foca sua atenção nos problemas, mas investe toda a sua energia na busca de soluções. (1)
1. Trabalho, prosperidade e espiritualidade! Enquanto passeava pelo campo, o sábio observou a vinha de um preguiçoso, e eis que tudo estava cheio de espinhos. Havia mato e urtigas por todo lado, e o muro de pedra estava em ruínas. O sábio extraiu uma lição desse episódio: o indivíduo que gosta de dormir muito e está sempre em repouso será assaltado pela pobreza repentina como quem encontra um ladrão armado. Se a preguiça nos afastar de nossas responsabilidades, a pobreza poderá afastar-nos do legitimo descanso que deveríamos desfrutar.
Aqueles que sucumbem à preguiça espiritual tem a vida (representada pela vinha) infestada de problemas (espinhos e urtigas) e não produzem fruto para Deus. As defesas espirituais (o muro de pedra) caem por terra, e Satanás expande sua área de atuação. Essa situação de desinteresse e apostasia resulta em pobreza de alma.
2. Trabalho, ócio e lazer. Um homem normal não pode viver sem trabalho. Não se trata de precisar ou não trabalhar pela sobrevivência; trata-se de uma exigência da natureza humana, e isto procede de Deus. Deus não criou o homem para viver em ociosidade. Quem, decididamente, se entrega ao ócio, e se deixa dominar pela preguiça, acaba doente. São estas pessoas as frequentadoras contumazes dos divãs dos psicanalistas, e dos consultórios dos psicólogos.
O trabalho é uma das demonstrações mais eloquentes da dignidade da pessoa humana. Ora, se Deus fez o homem para servi-lo, para que executasse tarefas que exaltassem o nome do Senhor, é praticamente intuitivo que todo e qualquer ser humano que se disponha a se submeter ao senhorio de Deus seja alguém que tenha no trabalho uma de suas principais marcas. Não é por outro motivo, aliás, que, ao longo da história sagrada, não encontramos jamais alguém que tenha sido chamado por Deus que não estivesse trabalhando. Deus jamais chamou e jamais chamará desocupados para a sua obra, porquanto o ócio é algo que está em frontal oposição ao que Deus é, ao que Deus representa.
Em sendo assim, temos que todo povo chamado e constituído por Deus é um povo que tem no trabalho, no serviço, um ponto característico. A Igreja, o povo de Deus da atual dispensação, não é exceção. Muito pelo contrário, Jesus sempre deixou bem claro que os seus discípulos deveriam ser pessoas que estivessem prontas e dispostas a servir, a executar tarefas para a glória do nome do Senhor.
CONCLUSÃO
O trabalho além de dignificar o homem, o faz prosperar. Diante do Senhor ninguém será considerado ‘mais crente’ por se ocupar somente de coisas espirituais e negligenciar as práticas materiais. Em muitos casos, aqueles que alegam ‘trabalharem somente para Jesus’, na verdade, estão dando trabalho para a igreja. Dizem que vivem da fé, mas na verdade vivem da boa fé dos outros. A esses, mais uma vez Salomão aconselha: “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos e sê sábio” (Pv 6:6). Os homens mais espirituais da Bíblia viviam nos labores dos seus trabalhos (2).
Portanto, uma pessoa normal não pode viver sem trabalhar, mesmo não precisando prover sua subsistência. É claro que muitos, embora desejando trabalhar, são impedidos, quer por incapacidade física, mental, ou social. Estes, em sendo necessário, devem ser ajudados pelo Serviço Social da Igreja, ou por algum “irmão”, em particular. Por isto Paulo usou a expressão “...se alguém não quiser trabalhar, não como também”(2Tes 3:10).
--------- 
Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembleia de Deus – Ministério Bela Vista. Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:
William Macdonald – Comentário Bíblico popular (Antigo Testamento).
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.
Revista Ensinador Cristão – nº 56 – CPAD.
Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal.
Comentário Bíblico Beacon – Vol.3 –CPAD.