30 de agosto de 2010

Daniel Berg e Gunnar Vingren- Dia Nacional de Missões

A Igreja Assembléia de Deus

Daniel Berg e Gunnar Vingren"Pouco tempo depois, Gunnar Vingren participou de uma convenção de igrejas batistas, em Chicago. Essas igrejas aceitaram o Movimento Pentecostal. Ali ele conheceu outro jovem sueco que se chamava Daniel Berg. Esse jovem também fora batizado com o Espírito Santo.

Após uma ampla troca de informações, experiências e idéias, Daniel Berg e Gunnar Vingren descobriram que Deus os estava guiando numa mesma direção, isto é: o Senhor desejava enviá-los com a mensagem do Evangelho a terras distantes, mas nenhum dos dois sabia exatamente para onde seriam enviados.

Algum tempo depois, Daniel Berg foi visitar o pastor Vingren em South Bend. Durante aquela visita, quando participavam de uma reunião de oração, o Senhor lhes falou, através de uma mensagem profética, que eles deveriam partir para pregar o Evangelho e as bênçãos do Avivamento Pentecostal. O lugar tinha sido mencionado na profecia: Pará. Nenhum dos presentes conhecia aquela localidade. Após a oração, os dois jovens foram a uma biblioteca à procura de um mapa que lhes indicasse onde o Pará estava localizado. Foi quando descobriram que se tratava de um estado do Norte do Brasil”.
Extraído do livro História das Assembléias de Deus, Emílio Conde - CPAD




Primeira Igreja
No início do século XX, apesar da presença de imigrantes alemães e suíços de origem protestante e do valoroso trabalho de missionários de igrejas evangélicas tradicionais, nosso país era ainda quase que totalmente católico.

A origem das Assembléias de Deus no Brasil está no fogo do reavivamento que varreu o mundo por volta de 1900, início do século 20, especialmente na América do Norte.

Os participantes desse reavivamento foram cheios do Espírito Santo da mesma forma que os discípulos e os seguidores de Jesus durante a Festa Judaica do Pentecostes, no início da Igreja Primitiva (Atos cap. 2). Assim, eles foram chamados de “pentecostais”.

Exatamente como os crentes que estavam no Cenáculo, os precursores do reavivamento do século 20 falaram em outras línguas que não as suas originais quando receberam o batismo no Espírito Santo. Outras manifestações sobrenaturais tais como profecia, interpretação de línguas, conversões e curas também aconteceram (Atos cap. 2).

Quando Daniel Berg e Gunnar Vingren, chegaram a Belém do Pará, em 19 de novembro de 1910, ninguém poderia imaginar que aqueles dois jovens suecos estavam para iniciar um movimento que alteraria profundamente o perfil religioso e até social do Brasil por meio da pregação de Jesus Cristo como o único e suficiente Salvador da Humanidade e a atualidade do Batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais. As igrejas existentes na época – Batista de Belém do Pará, Presbiteriana, Anglicana e Metodista, ficaram bastante incomodadas com a nova doutrina dos missionários, principalmente por causa de alguns irmãos que se mostravam abertos ao ensino pentecostal. A irmã Celina de Albuquerque, na madrugada do dia 18 de junho de 1911 foi a primeira crente a receber o batismo no Espírito Santo, o que não demorou a ocorrer também com outros irmãos.

O clima ficou tenso naquela comunidade, pois um número cada vez maior de membros curiosos visitava a residência de Berg e Vingren, onde realizavam reuniões de oração. Resultado: eles e mais dezenove irmãos acabaram sendo desligados da Igreja Batista. Convictos e resolvidos a se organizar, fundaram a Missão de Fé Apostólica em 18 de junho de 1911, que mais tarde, em 1918, ficou conhecida como Assembléia de Deus.

                                                     

Segunda Igreja
Em poucas décadas, a Assembléia de Deus, a partir de Belém do Pará, onde nasceu, começou a penetrar em todas as vilas e cidades até alcançar os grandes centros urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Em virtude de seu fenomenal crescimento, os pentecostais começaram a fazer diferença no cenário religioso brasileiro. De repente, o clero católico despertou para uma possibilidade jamais imaginada: o Brasil poderia vir a tornar-se, no futuro, uma nação protestante.

23 de julho de 2010

Profecia e Misticismo


Misticismo: [Do lat. mystica, espiritual] É uma atitude mental de busca da união intima e direta do homem com a divindade, baseada mais na intuição e no sentimento do que no conhecimento racional.

Devido à popularidade que os meios de comunicação dão às questões espirituais, algumas expressões que antes eram restritas a grupos específicos, acabaram tornando-se comuns. Um bom exemplo são os termos “profecia” e “misticismo”. Mas o que de fato significam? Profecia é a mensagem ou palavra do profeta. Já o misticismo, no sentido em que vamos enfocar, é a tendência para a união espiritual íntima com seres espirituais tenebrosos (Ef 6.12). Nessa lição, trataremos das manifestações ocultistas e esotéricas dos místicos no Antigo Testamento, os quais tentaram imitar a autêntica experiência dos verdadeiros profetas de Israel. O mesmo acontece hoje em relação à mensagem do evangelho de Jesus Cristo. Há pessoas que desejam imitá-lo, sem necessariamente ter conhecimento e compromisso algum com a fé cristã.


AVALIAÇÃO DA PROFECIA
Os embusteiros (13.1). Quando o texto de Deuteronômio 13.1 fala sobre “profeta” ou “sonhador”, na realidade está referindo-se a alguém que se apresenta como tal, e é possível que ele realize perante o povo “um sinal ou prodígio”. Contudo, tal milagre em si não é garantia de que o seu ministério seja de origem divina. O reformador alemão, Martinho Lutero, dizia com razão que o Diabo é o maior imitador de Deus. Jesus afirmou que tais impostores “farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos” (Mt 24.24). E o apóstolo Paulo nos adverte dizendo que até “Satanás se transfigura em anjo de luz” (2 Co 11.14). Assim, à luz do texto sagrado, é possível alguém manifestar tais sinais e maravilhas sem necessariamente ser um servo de Deus.
 Como identificar a fonte do milagre? (13.2). A primeira e mais segura regra de autenticação dos prodígios realizados por alguém é a sua coerência bíblica. É impossível alguém operar milagres da parte do Senhor e, ao mesmo tempo, adotar uma teologia contrária à Bíblia, ou seja, quem ensina ao povo a seguir a um deus estranho está incitando a rebelião contra Deus (Dt 13.5). Jesus disse: “[...] por seus frutos os conhecereis” (Mt 7.16). O termo “frutos” não diz respeito apenas ao testemunho pessoal, pois há ateus e praticantes de doutrinas ocultistas que têm um excelente testemunho junto à família e diante da sociedade. Ao falar dos “frutos”, o Senhor Jesus Cristo referiu-se mais ao conteúdo teológico do pregador milagreiro e enganador.
Deus usa o falso profeta para provar os seus servos (13.3). Como já foi dito, uma das formas mais simples de avaliação de um falso profeta é o conteúdo de sua mensagem. Se a cosmovisão religiosa e filosófica do profeta, ou sonhador, acerca de Deus, do ser humano e do mundo afasta-se das Escrituras, contrariando a doutrina bíblica, ainda que ele faça descer fogo do céu à nossa vista e impressione o povo, devemos continuar firmes em nosso lugar, pois tais manifestações são de fonte estranha. Conforme vimos na leitura bíblica, Deus permite que essas coisas aconteçam para nos provar (13.3). Isso é ainda mais válido para os dias atuais com tantos inovadores milagreiros, falsos cristos e pregadores de “outro Jesus, outro espírito e outro evangelho” (2 Co 11.4).

PRÁTICAS DIVINATÓRIAS
As abomináveis práticas divinatórias (18.9). Moisés enumerou algumas práticas divinatórias comuns entre os cananeus (Dt 18.14), e o profeta Isaías preveniu o povo sobre algo semelhante observado pelos egípcios (Is 19.3); todas essas coisas Israel devia rejeitar. Isso vale também para os cristãos, pois tais práticas existem ainda hoje na sociedade. Elas abrangem direta ou indiretamente: magia, astrologia, alquimia, clarividência, tarô, búzios, quiromancia, necromancia, numerologia, levitação, transe etc. São práticas repulsivas aos olhos de Deus porque representam uma forma infame de idolatria e demonismo.
Adivinhador, prognosticados agoureiro, feiticeiro, encantador, necromante e mágico (18.10,11). O “adivinhador” ou “adivinho” é quem pratica a adivinhação. Como parte da magia, essa prática é uma antiga arte de predizer o futuro por meios diversificados: intuição, explicação de sonhos, cartas, leitura de mão etc. O termo “prognosticador” é uma das possíveis traduções do hebraico onen, e literalmente significa “fazer agouros pela nuvem”. É aquele que pratica mágica, vaticínio, presságio, prognóstico e tenta prever o futuro por meio de sortilégios.
O agoureiro é o que pratica agouros, uma forma de magia especializada em tentar predizer males e desgraças (2 Rs 17.17). A palavra hebraica empregada para “feiticeiro” é usada também para “bruxo”; os tais faziam parte do grupo de conselheiros de Faraó, com os seus sábios e magos (Êx 7.11). O termo hebraico traduzido em nossas versões por “encantador de encantamentos” denota “amarrar” alguém por meio de mágica. É o praticante de macumba, de despacho etc. A palavra hebraica usada para “espírito adivinhante” ou “necromante”, na ARA, tem sentido abrangente: médium, espírito, espírito de mortos, necromante e também mágico (Lv 19.31; 20.6; Is 8.19; 29.4).
Bruxo e bruxaria. Bruxo é o praticante da magia negra que visa fazer o mal (qualquer forma de adivinhação em si mesma já é um mal). A bruxaria chegou ao seu apogeu na Idade Média. Hoje, as bruxas são apresentadas, pela mídia, como heroínas belas para as crianças e adolescentes. Tenha cuidado!

 A NECESSIDADE DA PROFECIA BÍBLICA
A voz de Deus na terra. A profecia bíblica é a voz de Deus na terra para nortear homens e mulheres no caminho seguro para o céu; é também chamada de a “profecia da Escritura” (2 Pe 1.20). Mesmo com a queda do homem no Éden, o Senhor nunca deixou de se comunicar com as suas criaturas racionais. Através dos patriarcas, reis, sacerdotes e profetas, Ele revelou a si mesmo e se propôs a habitar no meio do seu povo (Êx 25.8; 29.45,46). Na atualidade, a voz do Senhor pode ser ouvida através da Palavra de Deus, que é pregada ao mundo inteiro por meio da “igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade” (1 Tm 3.15).
Revelação dos arcanos divinos. Ao falar sobre o fato de Jesus ser o cumprimento da mensagem dos profetas, o apóstolo Pedro disse que “agora”, ou seja, para nós que estamos presenciando a materialização dos vaticínios e arcanos divinos, precisamos atentar ainda mais para a importância de tais mensagens, pois cumprem o propósito de servirem como um norte, “até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração” (2 Pe 1.19).
 O contraste entre a verdadeira profecia e as práticas pagãs. A Leitura Bíblica em Classe e as demais referências citadas nesta lição revelam a gravidade das práticas ocultistas e esotéricas, as quais tentam imitar a profecia bíblica. Elas são demoníacas, portanto, condenadas pela Palavra de Deus. O objetivo dos adivinhadores, magos, prognosticadores, agoureiros, necromantes, etc, é o mesmo dos tempos bíblicos: fazer frente à vontade de Deus e ao evangelho de Jesus Cristo, levando o povo ao desvio do único caminho certo, à semelhança de Janes e Jambres que “resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade” (2 Tm 3.8).
A profecia bíblica norteia homens e mulheres no caminho para o céu e contradiz as práticas pagãs.

CONCLUSÃO
Cada crente em Jesus deve ser sóbrio e vigilante diante da atual avalanche de crenças e práticas disseminadas no mundo atual. Tal popularidade ocorre principalmente por causa dos meios de comunicação (livros, revistas, internet, televisão, esta última principalmente através de novelas, programas de auditórios, filmes e seriados), os quais fazem a sociedade encarar tudo como se tais práticas fossem naturais, comuns e inofensivas. Os formadores de opinião apresentam tais coisas como modismos, mas aos olhos de Deus são uma abominação (Dt 18.9-12; Ap 9.21; 21.8). Nós temos a Bíblia, o Senhor Jesus Cristo e o Espírito Santo, portanto, deixemo-nos ser guiados e ensinados pelo Consolador (Jo 14.26).


IBLIOGRAFIA SUGERIDA
HAMILTON, V. P. Manual do Pentateuco. RJ: CPAD, 2006.
CEISLER, N.; RHODES, R. Respostas às Seitas. RJ: CPAD, 2000.
BEVERE. J. Assim diz o Senhor? Como saber quando Deus está falando através de outra pessoa. RJ: CPAD, 2006.
www.estudantesdabiblia.com.br
 



 

3 de julho de 2010

3º Trimestre de 2010

Queridos amigos e irmãos do Educar, no trimestre passado não foi possivel  fazer as postagens da lição, mas graças a Deus, que neste trimestre Ele nos deu oportunidade, e sendo desta forma iremos aproveitar o máximo desta maravilhosa lição. Então desde já pedimos a ajuda dos irmãos não deixe de comentar e, colocar suas  sugestões. Desde nosso muito obrigado.

O Ministério Profético na Bíblia, A Voz de Deus na Terra.
Comentarista: Pastor Esequias Soares


SUMÁRIO DA LIÇÃO:

1- O Ministério Profético no Antigo Testamento
2- A Natureza da Atividade Profética
3- As Funções Sociais e Políticas da Profecia
4- Profecia e Misticismo
5- A Autenticidade da Profecia
6- Profetas Maiores e Menores
7- Os falsos Profetas
8- João Batista – O Último Profeta do Antigo Pacto
9- Jesus – O Cumprimento Profético do Antigo Pacto
10- O Ministério Profético no Novo Testamento
11- O Dom Ministerial de Profeta e o Dom de Profecia
12- O Tríplice Propósito da Profecia
13- A Missão Profética da Igreja

8 de abril de 2010

Lição 02 - Os perigos do desvio espiritual



I. O que é apostasia?
II. Um brado contra a apostasia
III. Em que consistia a apostasia de Israel?


Tema do Subsídio

Pregador e Pregação: Um antídoto eficaz contra a apostasia

 
A apostasia é um ataque interno, ela surge silenciosamente no seio da família, igreja e seminários; e se externaliza em seus efeitos perante a sociedade.
O subsídio dessa lição se propõe analisar os instrumentos eficazes para denunciar e erradicar a Apostasia: Pregador e Pregação.
Visando fazer um diálogo desses dois instrumentos com a problemática da apostasia, queremos mostrar a relevância e a seriedade que se deve aplicar ao exercício da pregação contemporânea. 


A relevância do Pregador 


O pregador contemporâneo tem um grande desafio pela frente: ser autêntico com a genuinidade do Evangelho.  O grande perigo que sonda o pregador é a espetacularização da mensagem. A consequencia é a “fabricação” da mensagem para massagear egos e não comunicar verdades palpitantes do texto bíblico. Deve o pregador ter em mente que a sua relação com a Bíblia deve ser a mais natural possível. Sobre isso diz o doutor Martin Lloyd-Jones (o relevante pregador britânico de sua época) ao pregador: “
O grande perigo é lermos a Bíblia ao acaso, pegando somente as passagens de que gostamos. O certo seria lermos a Bíblia pelo menos uma vez por ano, todos os anos. Feita essa leitura geral todos os dias, podemos estudar um livro específico da Bíblia com a ajuda de comentários. Não se deve ler a Bíblia à procura de textos para sermões, mas sim porque ela é um alimento de Deus para a alma. Assim fazendo, logo descobriremos um texto em particular que nos abala, sugerindo um material para o sermão”.
Esse condicionamento para o texto bíblico implicará na motivação do Pregador. O pregador que tem em sua alma a essência do Evangelho poderá falar seguramente “Assim diz o Senhor!”, ainda que esta fala afronte diretamente interesses particulares. O Evangelho não é para concessões, mas nós devemos a todo tempo fazer as concessões que o Evangelho determina. É o Evangelho que faz o homem retroceder nos seus intentos ruins. Sentir o que Deus sente, falar o que Deus fala só é possível a partir da relação íntima cultivada com Ele após perscrutar os direcionamentos dados através de suas Verdades. Por isso, a relação do pregador diante da revelação de Deus, deve ser proporcional a necessidade íntima que ele manifesta perante Deus, ou seja, precisa vir da relação mais natural possível com a Palavra de Deus. 


A pregação e a apostasia


Para a apostasia ser combatida e erradicada, a pregação deve desempenhar um papel relevante. Seus aspectos, desafiador, corretor e consolador precisam ser preservados com a base do amor.  Podemos tomar emprestadas algumas considerações de Jhon MacARTHUR, Jr.[1], onde ele explora com destreza as características da pregação:


·
A pregação deve receber a devida prioridade;
·
A pregação deve receber a devida fundamentação; 
·
A pregação deve possuir o devido conteúdo;
·
A pregação deve conter o devido compromisso;
·
A pregação deve manifestar o chamado supremo do pregador.

Expressando de forma autêntica, o Pastor George O. Wood expõe a seriedade da pregação elegendo um método: “Uma razão para o pastorado longo: ‘Pregação Expositiva’[2]. A pregação expositiva basicamente toma uma perícope da Escritura respondendo duas perguntas: O que disse? E o que diz? Após responder essas perguntas, os pontos principais e os subpontos da mensagem são regidos pelo próprio texto, ou seja, a pregação expositiva não permite ondulações externa ao texto, mas exige que o pregador domine integralmente o âmago do texto para garantir a fidelidade na exposição do texto bíblico. Por isso o papel da pregação no combate à apostasia é tão relevante!
Olhando para a história da igreja, aonde ocorreram os Avivamentos, Despertamentos e Arrependimentos; a seriedade kerigmática sempre esteve presente nesses movimentos (John Wesley; Charles Spurgeon; Jonathan Edwards; etc...). Portanto, contra a apostasia, faz-se necessário o exercício sério, paulatino, intelectual e espiritual da pregação. Esta por sua vez precisa responder perguntas que estão sendo feitas, precisa comunicar verdades absolutas, precisa iluminar as mentes, precisa aquecer os corações, precisa acalmar o aflito, precisa incomodar o acomodado, precisa desafiar à  encarnarnação dos valores contido no Reino. O Pregador precisa falar e o povo precisa ouvir, assim, a apostasia terá uma poderosa barreira no seio da igreja! 


Referência Bibliográfica


MACARTHUR, JR., John. Ministério Pastoral, Alcançando a excelência no ministério cristão. Rio de Janeiro. 4ª ed. CPAD, 2004.

Manual Pastor Pentecostal, Teologia e Práticas Pastorais
. Rio de Janeiro. 3ª ed. CPAD, 2005.

12 de março de 2010

2º Trimestre de 2010

Queridos irmãos e amigos do Educar, preparem-se para o próximo  trimestre de 2010, estaremos estudando sobre o Livro do Profeta Jeremias.
Então desde já procure estudar as questões sócio-político, religiosa e histórica de Israel, e aproveite ao máximo.


Jeremias esperança em tempos de crise
Comentarista: Pastor Claudionor de Andrade

SUMÁRIO DA LIÇÃO:
1- Jeremias, o profeta da esperança
2- Os perigos do desvio espiritual
3- Anunciando ousadamente a Palavra de Deus
4- Chorando aos pés do Senhor
5- O poder da intercessão
6- A soberania e autoridade de Deus
7- O cuidado com as ovelhas
8- O poder da verdadeira profecia
9- Esperando contra esperança
10- O valor da esperança
11- O dilema de um jovem
12- A opção pelo povo de Deus

Características de um Autêntico Líder



Estimados irmãos e amigos do Educar, esta lição apresentara mais uma vez Paulo como sendo um exemplo de liderança do Novo Testamento. Exemplo é aquilo que deve ser imitado ou copiado. É uma ação visível que estabelece paradigmas. Em relação à obra de Deus, há paradigmas que precisam ser estabelecidos a partir de exemplos que falam por si mesmo. Enfatize os exemplos que se esperam de líderes nas seguintes esferas: Pessoal e Ministerial.
Mas o que é ser líder? Qual o significado do líder dentro de uma comunidade? A seguir entraremos no assunto, então esteja ligado ao tema que como os outros não deixa de ser de suma importância pra você que segue os ditames da Palavra de Deus.

Líder: Individuo que chefia, comanda e /ou orienta em qualquer ação.

Exemplo Pessoal 

Hoje o tema caráter tem sido enfatizado de maneira negativa. A mídia divulga centenas de péssimos exemplos, criando a falsa sensação de que não existe mais caráter ilibado. No senso comum, o caráter expressa a integridade pessoal, a firmeza de atitudes, as qualidades, o modo de ser e outros adjetivos. Entretanto, esse mesmo senso comum preocupa-se com a sensação da ausência de caráter dos líderes políticos, empresariais, profissionais e religiosos. A falha no caráter de desses líderes, divulgados abertamente pela mídia, tem sido motivo de grande ceticismo sobre todos os que exercem o papel de liderança.
O apóstolo Paulo sabia que suas ações poderiam influenciar tanto no aspecto positivo quanto no aspecto negativo. O apóstolo dos gentios tinha a ciência que qualquer falha de caráter poria em cheque o seu apostolado. Uma das tentações no exercício da liderança é a Soberba. Contra ela Paulo afirma que "estão sem entendimento" (v. 12) os que louvam a si mesmo, medem a si mesmo e se comparam a si mesmo. O exemplo paulino denota que o conhecimento e a eloquência longe da obediência de Cristo (2 Co 10.5) corrompe o caráter , este uma vez corrompido, nunca mais será recuperado. Na perspectiva cristã o bom caráter chega a ser mais importante que bens materiais (Pv 22.1 ) e a ordenança de Cristo é que onde estivermos, sejamos autênticos servos de Deus para gozarmos de suas bênçãos (Mt 25.23). O exemplo pessoal de quem está exercendo a liderança, manifestará a sua integridade ou denunciará a sua corruptibilidade.

Reflexão:

"O caráter nunca é comprovado por uma declaração escrita ou oral de convicções. É demonstrado pelo modo como vivemos, pelo comportamento, pelas escolhas e decisões. Caráter é a virtude vivida" (Manual do Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais. Rio de Janeiro, CPAD, p. 115.)

Exemplo Ministerial
Os termos Ministro ou Ministério empregados no contexto original do AT e NT, deixam patentes que estes envolvem mais funções de serviços, que privilégios. No AT a palavra mais comum para Ministro é mesharet, a expressão pode indicar aquele que assiste uma pessoa de alta posição. Os exemplos de relação ministerial no serviço do AT podem ser encontrados em: Josué e Moisés (Êx 24.13), Elias e Eliseu (1Rs 19.21), os oficiais reais (1Rs 10.5; 2Cr 22.8), os anjos de Deus (Sl 104.4) e a ministração dos sacerdotes no Templo (Dt 10.8; Ed 8.17; Is 61.6;). 
No NT há três palavras referentes aos termos analisados, Leitourgos, se refere ao emprego público, ou seja, o cidadão que presta serviço para o Estado; Hyperetes, é um termo grego composto que significa trabalhador de navio de transportação de escravo; E diakonos, é usado para aqueles que servem as mesas.  É o termo diakonos que aparece no NT na ênfase de submissão do serviço cristão (Mt 20.26; Mc 10.43). Os apóstolos são chamados de Ministros de Deus (2Co 6.4), de Cristo (Cl 1.7) do Evangelho (Ef 3.6,7) e da Igreja (Cl 1. 24,25). É neste contexto que o apóstolo Paulo dá o seu exemplo ministerial. O apóstolo que fundou várias igrejas, discipulou pessoas, formou líderes e era respeitado pelos demais apóstolos da igreja de Jerusalém. Esse exemplo denota que o verdadeiro líder ministerial é o que serve a igreja, que respeita os seus liderados e que entende a sua missão como um verdadeiro despenseiro de Cristo. O amor, o zelo e o cuidado são características que denota o verdadeiro líder cristão. Definitivamente o exemplo paulino de ministério afirma que o verdadeiro líder não tem privilégios, mas tem privilegiados.

Prezado professor, procure enfatizar a importância de todo o corpo de Cristo (líderes e liderados) cultivar uma vida piedosa com frutos manifestos no seu caráter, onde sua pessoalidade seja integralmente exposta em seu ministério. Ensine que somos chamados por Deus para sermos exemplo de vida pessoal e ministerial.


Subsídio Teológico

O Exemplo de Paulo ao Líderes  
Como exemplo ao outros lideres Paulo demonstrou:
Humildade e Compaixão-Apesar de ser seguido por seus irmãos Judeus, Paulo serviu 'ao Senhor com toda humildade e com muitas alegrias' (At. 20.19). Ninguém poderia questionar sua dedicação ao Senhor e ao seu povo. É impossível fazer este tipo de afirmação a menos que  seja absolutamente verdadeira.

Ensinos e pregações fiéis- Paulo falou publicamente na escola de Tirano, compartilhando tudo aquilo que pudesse ajudar no crescimento e no fortalecimento da fé cristã dos efésios. No entanto, também ensinava de casa em casa, aparentemente dedicando tempo à família de cada líder. (At. 20.20)

Um ministério Evangelístico - Paulo pregava as boas novas da graça de Deus a todos aqueles que quisessem ouvir- tanto judeus quanto gentios- encorajando-os a abandonar o pecado e a colocar a sua fé no Senhor Jesus Cristo. (At.20.21). 

Um ministério de Discipulado - Paulo não somente pregou as boas novas da graça de Deus, mas também, à medida que as pessoas respondiam com arrependimentos e fé, ensinava estes novos crentes a viver com verdadeiros cristãos. (At. 20.27).

Motivos Puros - Paulo nunca se aproveitou materialmente destes novos crentes. Neste sentido, ele era um grande exemplo para os líderes. Ele às vezes  supria  sozinho as suas próprias necessidades, bem como as de seus companheiros missionários. (At.20.33-35).
Ter responsabilidade - Paulo advertiu sobre a necessidade de vigiarem e cuidarem de si mesmos quanto um dos outros.

Vigiar- Paulo adverte-os, dizendo: "olhai, pois... por todo o rebanho" incentivando-os a administrarem bem a igreja como um todo. (At.20.28).
Pastorear- Paulo conclama os pastores a 'apascentarem a igreja de Deus' - a cuidarem dos fiéis e certificarem-se de que eles não estejam se deixando enganar por falsos mestres e profetas enganadores, que ele chama de 'lobos cruéis'.

(GETZ, Gene A. Pastores e Líderes: O Plano de Deus Para a Liderança da Igreja. RJ: CPAD, 2004, PP.105-6)
Lições bíblicas -CPAD 1º Trimestre
www.cpad.com.br


14 de janeiro de 2010

A GLÓRIA DO MINISTÉRIO CRISTÃO


Lições Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos - 1º TRIMESTRE DE 2010


Lição 03 - 17/01/2010

Texto Áureo: 2 Co 2.14 "E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar o cheiro do seu conhecimento".

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: 2 Coríntios 1.12-14,21 ,22; 2.4,14-17



OS INSTRUMENTOS DA GLÓRIA DO MINISTÉRIO CRISTÃO



1. SOMOS OS TROFÉUS DA MISSÃO REMIDORA DE CRISTO



* Os troféus de Cristo são os crentes idôneos - 2 Co 1.12 - Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que, com simplicidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria carnal, mas na graça de Deus, temos vivido no mundo e maiormente convosco. Hb 13.18 Orai por nós, porque confiamos que temos boa consciência, como aqueles que em tudo querem portar-se honestamente.

* Os troféus de Cristo são os crentes integros - 2 Co 1.13 - Porque nenhumas outras coisas vos escrevemos, senão as que já sabeis ou também reconheceis; e espero que também até ao fim as reconhecereis, Tg 1.4 Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma.

* Os troféus de Cristo são os crentes sinceros - 2 Co 1.14 - como também já em parte reconhecestes em nós, que somos a vossa glória, como também vós sereis a nossa no Dia do Senhor Jesus. Fp 2.15 Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo;



2. SOMOS O INCENSO DA MARCHA TRIUNFANTE DE CRISTO



* Temos a unção confirmadora do poder divino - 2 Co 1.21 - Mas o que nos confirma convosco em Cristo e o que nos ungiu é Deus, Ef 3.20 Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera,

* Temos o selo confirmador do penhor divino - 2 Co 1.22 - o qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações. 2 Tm 2.19 Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade.

* Temos a graça confirmadora do amor divino - 2 Co 2.4 - Porque, em muita tribulação e angústia do coração, vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que vos entristecêsseis, mas para que conhecêsseis o amor que abundantemente vos tenho. 2 Ts 1.3 Sempre devemos, irmãos, dar graças a Deus por vós, como é justo, porque a vossa fé cresce muitíssimo e o amor de cada um de vós aumenta de uns para com os outros,



3. SOMOS O AROMA DO CAMINHO VITORIOSO DE CRISTO



* Devemos exalar o perfume do conhecimento de Cristo - 2 Co 2.15 - Porque para Deus somos o bom cheiro de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem. I Tm 2.4 Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade

* Devemos exalar o perfume do sacrificio de Cristo - 2 Co 2.16 - Para estes, certamente, cheiro de morte para morte; mas, para aqueles, cheiro de vida para vida. E, para essas coisas, quem é idôneo? Rm 10.15 E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas.

* Devemos exalar o perfume dos enviados de Cristo - 2 Co 2.17 - Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus; antes, falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus. 2 Tm 4.2 Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.



Obs: Os esboços são elaborados exclusivamente pelo texto bíblico da lição.


Fonte:
Pr Adilson Guilherme

9 de dezembro de 2009

Lições 2010- Jovens e Adultos



Ola,
Queridos amigos e irmãos do Educar, estive dando uma olhada no blog  ensinadorcristao.blogspot.com, e felizmente meu querido amigo Carlos Eduardo e editor do Ensinador ja havia postado a propaganda das próximas lições do 1º Trimestre de 2010, e trouxe para o Educar.

Em 2010 vamos estudar sobre a Segunda Carta de Paulo aos Coríntios, dando continuidade ao estudo do que fizemos da primeira carta.



"Eu, de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas."

Comentarista: Pastor Elienai Cabral


SUMÁRIO DA LIÇÃO:

1- A Defesa do apostolado de Paulo
2- O Consolo de Deus em meio à aflição
3- A Glória do ministério Cristão
4- A Glória das duas alianças
5- Tesouro em vasos de barro
6- O Ministério da reconciliação
7- Paulo, um modelo de líder servidor
8- Exortação à santificação
9- O Princípio biblico da generosidade
10- A Defesa da autoridade apostólica de Paulo
11- Caraterísticas de um autêntico líder
12- Visões e revelações do Senhor
13- Solenes advertências pastorais

2 de dezembro de 2009

A respeito da Adoção

1.
Sob a perspectiva bíblica, o homem e a mulher são criaturas de Deus, e não filhos de Deus. Para se tornarem filhos de Deus, eles precisam ter uma relação muito mais estreita com o Senhor. O Evangelho de João não poderia ser mais explícito sobre o assunto: “[Jesus] veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus” (Jo 1.11-12). Antes da fé salvadora, eles são apenas criaturas de Deus; depois, são criaturas e filhos de Deus.
2.
No sentido jurídico, adoção é o ato de alguém receber uma criança como seu próprio filho. É o caso da princesa egípcia que adotou o terceiro filho de Joquebede quando o encontrou entre os juncos, à margem do rio Nilo (Gn 2.10). É também o caso de José, marido de Maria, que fez de Jesus seu filho adotivo (Mt 13.55). No antigo Império Romano o cidadão que não tivesse filhos poderia adotar alguém que fosse do sexo masculino e adulto. De acordo com a perspectiva da lei, a pessoa adotada tornava-se nova criatura.
3.
No sentido teológico, adoção é o ato gracioso de Deus pelo qual os pecadores são reunidos à família dos redimidos, podendo então chamar Deus de “Aba” (termo aramaico para “Pai”) e os outros igualmente remidos de “irmãos”. Porque o pecado rompeu a relação inicial entre Deus e a criatura e porque Jesus fez a ponte outra vez, o pecador arrependido e justificado recebe o direito de se tornar filho de Deus. Trata-se de uma verdadeira adoção: Deus nos escolhe “para sermos adotados como filhos por meio de Jesus Cristo” (Ef 1.5).
4.
A adoção é uma grande bênção porque envolve um relacionamento profundo com Deus. Sugere a ideia de família. Acaba com o medo, a insegurança, a incerteza e qualquer complexo de inferioridade. Charles Wesley, que viveu na Inglaterra na metade do século 18, dizia-se espantado com a adoção: “Eu, um escravo redimido da morte e do pecado, um tição arrancado do fogo, filho da ira e do inferno, ser chamado de filho de Deus!”. A adoção dá um novo e elevado “status” ao pecador, outrora miserável e abandonado.
5.
A adoção não é uma brincadeira, não é uma panaceia, não é um cheque sem fundo. O livro de Hebreus diz que Jesus, exatamente por ser o autor da salvação, não se envergonha de chamar de seus irmãos os que por ele foram salvos (Hb 2.10-13). Para um público não muito pequeno, Jesus declarou: “Quem faz a vontade de Deus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Mc 3.35). Logo após sua ressurreição, ele ordenou a Maria Madalena: “Vá a meus irmãos e diga-lhes: Estou voltando para meu Pai e Pai de vocês, para meu Deus e Deus de vocês” (Jo 20.17).
6.
A passagem bíblica mais ousada sobre a doutrina da adoção é da lavra de Paulo. Depois de explicar que “o Espírito Santo de Deus fala no íntimo dos nossos corações, dizendo-nos que somos realmente filhos de Deus” (Rm 8.16, BV), o apóstolo conclui: “Se somos filhos, então somos herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo” (Rm 8.17). Lida e relida com reverência e fé, essa apologia paulina da adoção levanta o ânimo do crente, aproximando-o da plenitude da salvação!
Fonte: Revista Ultimato
Site: www.ultimato.com.br





20 de novembro de 2009

PECADO- O QUE A BÍBLIA DIZ ?

Ola, Paz de Cristo a todos os participantes e a você meu querido irmão e amigo que apenas está de passagem, mas quero aqui te convidar para participar conosco deste blog. A seguir iremos tratar de um assunto que acredito ser de suma importância a todos aqueles que pensam em viver uma vida ao lado de Cristo, então esteja atendo às palavras que seguem. (Salmos 139:23-24 ) “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho perverso, e guia-me pelo caminho eterno.”

Que é o pecado? Pecado é transgredir a lei de Deus. A Bíblia diz em 1 João 3:4 “Todo aquele que vive habitualmente no pecado também vive na rebeldia, pois o pecado é rebeldia.” A Bíblia diz em 1 João 5:17 “Toda injustiça é pecado; e há pecado que não é para a morte.”
O que é a lei de Deus? Deus escreveu a Sua lei com o Seu próprio dedo em tábuas de pedra. A Bíblia diz em Êxodo 20:3-17 “[1]Não terás outros deuses diante de mim. [2]Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam, e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos. [3]Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão. [4]Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou. [5]Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá. [6]Não matarás. [7]Não adulterarás. [8]Não furtarás. [9]Não dirás falso testemunho contra o teu proximo. [10]Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.”
Os princípios básicos da lei de Deus resumem-se numa só palavra - Amor. A Bíblia diz em Mateus 22:37-40 “Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.”
O pecado sai de dentro de nós. A Bíblia diz em Marcos 7:20-23 “E prosseguiu: O que sai do homem , isso é que o contamina. Pois é do interior, do coração dos homens, que procedem os maus pensamentos, as prostituições, os furtos, os homicídios, os adultérios, a cobiça, as maldades, o dolo, a libertinagem, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a insensatez; todas estas más coisas procedem de dentro e contaminam o homem.”
Ninguém é melhor que os outros porque todos pecamos. A Bíblia diz em Romanos 3:9-10 “Pois quê? Somos melhores do que eles? De maneira nenhuma, pois já demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado; como está escrito: Não há justo, nem sequer um.”
Sem Jesus, a consequência do pecado é a morte. A Bíblia diz em Romanos 6:23 “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.”
E se não tenho a certeza quais são os meus pecados? A Bíblia diz em Salmos 139:23-24 “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho perverso, e guia-me pelo caminho eterno.”
Confesse os seus pecados a Deus e será perdoado. A Bíblia diz em 1 João 1:9 “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.”
Há algum pecado imperdoável? A Bíblia diz em Lucas 12:10 “E a todo aquele que proferir uma palavra contra o Filho do homem, isso lhe será perdoado; mas ao que blasfemar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado.”
Para simbolizar o nosso desejo de deixar o pecado devemos ser baptizados. A Bíblia diz em Lucas 3:3 “E ele percorreu toda a circunvizinhança do Jordão, pregando o batismo de arrependimento para remissão de pecados.”
Se sente que é um pecador já sem remédio, que deve fazer?
Primeiro, reconhecer o seu pecado. A Bíblia diz em Salmos 51:2-4 “Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado. Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.”
Segundo, pedir que o seu pecado seja perdoado. Deus diz que pode começar uma vida nova. A Bíblia diz em Salmos 51:7-12 “Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve. Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que se regozijem os ossos que esmagaste. Esconde o teu rosto dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniqüidades. Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito estável. Não me lances fora da tua presença, e não retire de mim o teu santo Espírito. Restitui-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário.”
Terceiro, acreditar que Deus o perdoou e parar de se sentir culpado. A Bíblia diz em Salmos 32:1-6 “Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui a iniqüidade, e em cujo espírito não há dolo. Enquanto guardei silêncio, consumiram-se os meus ossos pelo meu bramido durante o dia todo. Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado, e a minha iniqüidade não encobri. Disse eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a culpa do meu pecado. Pelo que todo aquele é piedoso ore a ti, a tempo de te poder achar; no trasbordar de muitas águas, estas e ele não chegarão.”

Fonte:http://www.jesusvoltara.com.br

14 de novembro de 2009

A Expansão do Reino Davídico

LIÇÃO 7 – A EXPANSÃO DO REINO DAVÍDICO

INTRODUÇÃO

Nesta lição abordaremos a expansão do reino Davídico e as conquistas realizadas através da obediência. As nações foram conquistadas por Davi (II Sm 8:1-8). Houve um período de crescente conquistas militares e prosperidade, porque Deus era com Davi. “Porém os sírios fugiram de diante de Israel, e Davi feriu dentre os sírios aos homens de setecentos carros, e quarenta mil homens de cavalaria; feriu também a Sabaque, capitão do exército, que morreu ali.” (II Sm 10:18)

I- QUAL A IMPORTÂNCIA DA CIDADE DE JERUSALÉM PARA ISRAEL?

A fortaleza de Sião ( que mais tarde se tornou a cidade de Jerusalém) localizava-se no alto de uma montanha, nas proximidades do centro do Reino unido de Israel. Era considerada um território neutro por se encontrar na fronteira das tribos de Benjamim e Judá. Além disso , ainda estava ocupada pelos Jebuseus (Jz 1:21). Por causa de suas vantagens estratégicas, Davi fez de Jerusalém a capital de seu Reino. “A fortaleza” é a montanha que servia como proteção, situada no deserto de Judá, que Davi usou para se defender de Saul ( II Sm 23:14; I Cr 12:8).
Os Jebuseus gozavam de uma nítida vantagem militar e gabavam-se de sua segurança atrás das muralhas intransponíveis de Sião. Mas logo descobriram que esse obstáculo não fora suficiente para protegê-los, pois Davi os surpreendeu ao entrar na cidade através do canal subterrâneo de água. Isto nos ensina que somente em Deus estamos verdadeiramente salvos e seguros “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.” (Sl 127:1) Semelhantemente em nossos dias atuais, a nossa segurança não deve está firmada em poderes terrenos ou em recursos materiais, e sim, em Deus.

II- A EXTENSÃO DO PONTO DE VISTA DA PROMESSA

Deus havia prometido que a conquista da terra seria dado aos patriarcas e seus descendentes :

 ATRAVÉS DE ABRAÃO - Um elemento central e indispensável da promessa feita por Deus aos patriarcas era a ocupação perpetua da terra de Canaã . Para lá foi que ele conduziu Abraão desde Arã; abençoou -o com uma aliança e descendência, dizendo-lhe que embora seus descendentes viessem a sofrer sob o jugo de escravidão estrangeira por quatrocentos anos, um dia eles voltariam para Canaã.(Gn 15:13-16)

 ATRAVÉS DE MOISÉIS - Após muitos anos, o próprio Deus apareceu a Moisés e o comissionou para conduzir seu povo Israel para fora do Egito, levando-o para a terra da promessa. Israel era tido pelo Senhor como seu filho. Por conseguinte, em uma demostração de poder e amor, Deus sacudiu o jugo de seu povo, derrotando o opressor e libertando os hebreus através da passagem pelo mar “E porei os teus termos desde o Mar Vermelho até ao mar dos filisteus, e desde o deserto até ao rio; porque darei nas tuas mãos os moradores da terra, para que os lances fora de diante de ti.( Ex. 23:31), até que chegaram ao local da aliança- o Sinai. Foi lá que ele afirmou sua soberania sobre os descendentes de Abraão, oferecendo-lhes o grande privilégio de se tornarem seus servos na grandiosa missão de reconciliar a humanidade consigo mesmo.“Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel.” ( Ex. 19:5-6)
A aceitação por parte de Israel gerou uma aliança, em que era garantido a Israel a apropriação de todas as promessas feitas aos patriarcas. Os hebreus haviam se tornado uma nação, e como tal passaram a ter um rei, o próprio Deus, e uma constituição, o livro da a lei (Êx 20-23). Tudo que eles precisavam agora era de uma terra onde pudessem gozar tanto a nacionalidade quanto a estabilidade. Até mesmo a terra ainda era uma promessa a ser cumprida. Israel permaneceu nas planícies de Moabe bem ás vésperas da ocupação e conquista da terra.
A compreensão e sistematização dos relatos com respeito ás origens de Israel, seu trabalho e destino foram, sem dúvida, preparadas por Moisés nas planícies de Moabe, onde o profeta também manifestou seus dotes e habilidades de historiador.

III- FATOS OCORRIDOS NA UNIFICAÇÃO DO REINO

A opressão dos filisteus sobre Israel começara nos dias de Sansão (Jz 13 a 16). Estes eram inimigos mais poderosos dos israelitas, por ocuparem a maior parte do território ao norte de Israel, aparentemente não importunaram Davi enquanto ele era o Rei de Judá, ao Sul. Porém, quando souberam que o novo Rei planejava unificar Israel, procuraram detê-lo.

IV- COMO FOI O LEGADO DE DAVI PARA A HISTÓRIA BIBLICA?

Davi pôs guarnições na Síria de Damasco – Tendo derrotado completamente os exércitos do rei Hadadezer e dos Sírios de Damasco, Davi sujeitou facilmente a tributo todo o país. As ameaças mantiveram os sírios em cheque sob o julgo dos impostos. Salomão parece ter seguido a mesma orientação politica. Davi colocou no norte guarnições militares para assegurar sua vitória e seu avanço econômico, o que significa que ele tinha comandantes militares que cuidavam dos seus interesses. Ele permitiu que os sírios auto- governassem, mas sob certo preço.
Davi em suas batalhas sempre consultava a Deus e pedia orientações:
 Perguntava se deveria ou não lutar ( II Sm 5:23)
 Obedecia cuidadosamente ás instruções (II Sm 5:25)
 Transferia a glória para o Senhor ( II Sm 6:18; II Sm 7:18)

Depois que ele se tornou rei, sua primeira providência foi subjugar seus inimigos- uma tarefa que os Israelitas não fizeram quando conquistavam Canaã ( Jz 2:1-4). Davi sabia que isso tinha que ser feito, afim de :
 Proteger a nação (II Sm 8:14)
 Unificar o Reino ( II Sm 8:15)
 Preparar a construção do Templo ( que unificaria a religião perante Deus e ajudaria a eliminar as influências idolátricas) ( II Sm 7: 5-8).

V- VITÓRIAS DE DAVI

Davi obteve várias vitórias durante o seu reinado, dentre elas:

 MOABITAS – Antes Davi tivera bom relacionamento com eles “ Também derrotou os moabitas, e os mediu com cordel, fazendo-os deitar por terra; e os mediu com dois cordéis para os matar, e com um cordel inteiro para os deixar com vida. Ficaram assim os moabitas por servos de Davi, pagando-lhe tributos.” (I Sm 8:2)

 EDOMITAS – Provavelmente na zona desolado grande e profundo vale do Sul do Mar Morto. “Este feriu a dez mil edomitas no vale do Sal, e tomou a Sela na guerra; e chamou-a Jocteel, até ao dia de hoje.”(II Rs 14:7)

 QUERETEUS E PELETEUS – Mercenários filisteus.“Então saíram atrás dele os homens de Joabe, e os quereteus, e os peleteus, e todos os valentes; estes saíram de Jerusalém para irem atrás de Seba, filho de Bicri.”(II Sm 20:7)

VI- ISRAEL NOS DIAS ATUAIS

Em nossos é um alerta para toda humanidade devido vários acontecimentos e conflitos existentes no oriente médio. Dentre os acontecimentos observamos:

 Uma testemunha na terra- Israel é uma testemunha continua na terra. Na parábola da figueira relata: “ Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas.”(Mt 24:32-33; Mc 13:28-30; Lc 21:29-39)

 O movimento Sionista – No final do Séc. 19 movimentos nacionalistas contribuíram para unificação de países europeus para construir sua própria pátria. Para os Judeus não havia espaço para integração do país.

 A restauração nacional – A ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou em 1947 a fundação de um estado judeu na palestina, isto mostra o cumprimento da palavra de Deus. ( Am 9:14-15; Ez 36:24; 37:21)

 A restauração espiritual – No texto de Ezequiel nos mostra esta restauração nacional e espiritual de Israel . ( Ez.37: 1-11; Is 66:8; Zc 12:10; Ez 37:23-28). Após cumprir as profecias sobre Israel, a restauração se dará sobre a volta dos Judeus á Palestina que é vinculado a vinda de Jesus.

CONCLUSÃO

A expansão do reino de Davi se deu pela obediência e pelas estratégias militares. Davi também reuniu todas as qualidades que o povo buscava- habilidade militar, sagacidade na politica e no dever religioso da nação. Israel estava cada vez mais forte e segura. Davi derrotou por duas vezes os filisteus . “Ouvindo, pois, os filisteus que haviam ungido a Davi rei sobre Israel, todos os filisteus subiram em busca de Davi; o que ouvindo Davi, desceu à fortaleza. E os filisteus vieram, e se estenderam pelo vale de Refaim. E Davi consultou ao Senhor, dizendo: Subirei contra os filisteus? Entregar-mos-ás nas minhas mãos? E disse o Senhor a Davi: Sobe, porque certamente entregarei os filisteus nas tuas mãos. Então foi Davi a Baal-Perazim; e feriu-os ali Davi, e disse: Rompeu o Senhor a meus inimigos diante de mim, como quem rompe águas. Por isso chamou o nome daquele lugar Baal-Perazim. E deixaram ali os seus ídolos; e Davi e os seus homens os tomaram. E os filisteus tornaram a subir, e se estenderam pelo vale de Refaim.” (II Sm 5:17-22)

REFERÊNCIAS
http://germanodepontes.blogspot.com
Donald C. Stamps. C.P.A.D.Bíblia de Estudo Pentecostal.
Eugene H. Merrill C.P.A.D.Historia de Israel no Antigo Testamento.
R. N. CHAMPLIN,Ph.D, O Antigo Testamento Interpretado- Versículo por versículo. Ed. Hagnos,2002.

O Concerto de Deus com Davi

Introdução
O reino de Israel se tornou forte e respeitado tendo Davi com seu rei,
O segredo de todo esse êxito foi a bênção de Deus.

2 Sm 7.16..."a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre".
A natureza do concerto com Davi.
1- Embora a palavra concerto não ocorra literalmente em 2 Sm7, é evidente que Deus estava estabelecendo um concerto com Davi.
Em Sl 89.3,4, por exemplo, Deus diz: Fiz um concerto com o meu escolhido: Jurei ao meu servo Davi: a tua descêndencia estabelecerei para sempre e edificarei o teu trono de geração em geração.(ver também Sl 89.34-36). A Promessa de que o trono do povo de Deus seria estabelecido para sempre através da descendência de Davi é exatamente a mesma que Deus fez a Davi em 2 Sm 7 ( note-se especialmente no v 14). Alem disso, posteriormente em 2 Samuel, o próprio Davi faz referência ao "concerto eterno" que Deus fez com ele ( 2 Sm 23.5 ), sem dúvida aludindo a 2 Sm 7.
2- Os mesmos dois princípios que operam noutros concertos do AT tambem estão em evidência aqui: apenas Deus estabelecia as promessas e os deveres do seu concerto e esperava que do lado humano houvesse o aceite com fé obediente.
Nesse concerto de Deus com Davi, Ele fez uma promessa de cumprimento imediato, que era estabelecer o reino do filho de Davi, Salomão, o qual edificaria uma casa para o Senhor, isto é, o templo ( 2 Sm 7.11-13 ).
Ao mesmo tempo, a promessa de Deus de que a dinastia de Davi duraria pra sempre sobre os israelitas estava condicionada à fiel obediência de Davi e dos seus descendentes. Noutras palavras, esse concerto era eterno somente no sentido de Deus ter sempre um descendente de Davi no trono de Jerusalém, desde que os governantes de Judá permanecessem em obediência e fidelidade a Ele.
3- Durante os quatro séculos seguintes , a linhagem de Davi permaneceu ininterrupta no trono de Judá. Quando, porem, os reis de Judá, especialmente Manassés e aqueles que reinaram depois de Josias, rebelaram-se continuamente contra Deus ao adorarem ídolos e desobedecerem à sua lei, Deus, por fim, os impediu de ocuparem o trono. Permitiu que Nabucodonosor de Babilônia invadisse a terra de Judá, sitiasse a cidade de Jerusalém e, finalmente, destruísse a cidade juntamente com seu templo ( 2 Cr 25; 2 Cr 36 ). Agora, o povo de Deus estava, pela primeira vez desde a escravidão no Egito, sob o domínio de governantes estrangeiros.

Fonte : Bíblia de Estudo Pentecostal

3 de novembro de 2009

Davi e sua Equipe de Liderados

O trabalho em equipe é um princípio básico da liderança eficaz, inclusive na causa do Senhor. Se quisermos ser bem sucedidos na obra de Deus não devemos esquecer esse princípio.

" E ajuntou-se a ele todo homem que se achava em aperto, e todo homem endividado, e todo homem de espírito desgostoso, e ele se fez chefe deles; e eram com ele uns quatrocentos homens" (1 Sm 22.2).

Leitura diária

Segunda- 1 Sm 16.13
Davi, um líder cheio do Espírito do Senhor
Terça- Atos 13.22
Davi, um líder segundo o coração de Deus
Quata-1 Cr 19.12
Davi, um líder amável e benevolente
Quinta- 1 Sm 26.1-25
Davi, um líder que sabia respeitar e perdoar
Sexta- 1 Sm 17.34-37
Davi, um líder corajoso e responsável
Sábado- Sl 37.7
Davi, um líder que descansava em Deus

Líder: Indivíduo que, devido á sua própria
personalidade empreendedora, dirige um
grupo social, com participação espontânea
dos seus membros.

A força do exemplo do Líder
Liderança se faz com exemplo. Por que o povo de Israel se rendia à liderança de Davi? A escritura registra: " Porem todo o Israel e Judá amavam a Davi, porquanto saía e entrava diante deles" ( 1 Sm 18.16 ) . Davi liderava pelo seu exemplo vinculado ao amor e ao altruísmo.
Sem dúvida Davi foi um líder talentoso, no entanto, muito mais do que talento, Davi amava a Deus e cuidava do seu caráter. Ele, em suas fraquezas, descuidos e tentações, cometeu pecados, como é claramente mostrado nas escrituras, mas venceu pela fé e devoção a Deu. Ele era um servo do Senhor disposto a se retratar, a valorizar o outro e a liderar pelo seu exemplo. Pela providência divina e por seus princípios de liderança fundamentados no caráter íntegro, Davi formou uma equipe de trabalho vitoriosa.

Transforme sua "Equipe" em uma Equipe
Quando Jesus pediu em sua oração sacerdotal que os discípulos fossem um ( Jo 17.11), quebrou um dos maiores dissidentes fomentadores de disputa nas equipes, não fugindo a essa regra os seus discípulos por quem Ele até orava nesse sentido ( Mt 20.24 ).
Não é de admirarmos que sua oração intercessória abrangesse todos os cristãos dali para frente: ...( Jo 17.20-23 ).
Jesus, que é presciente, sabia da máxima que impera na sociedade atual: " viver e fácil, difícil e conviver". O que mais impede uma equipe de funcionar eficazmente e com eficiência é o individualismo e partidarismo" (Carvalho , César Moisés. Marketing para a Escola Dominical. Rj CPAD, 2009, p.184-5).

Reflexão
" A Exelencia da Escola Dominical, só será uma realidade para os alunos
quando a equipe que a administra se importar com a contínua melhoria da qualidade
dos seus serviços, visando se adequar à gestão da qualidade total ( o TQM, na sigla em inglês),
dentro da realidade bíblica, ética e cultural"

Fonte: Lições Bíblicas
www.cpad.com.br/escoladominical

28 de outubro de 2009

Tentações do magistério cristão

Tentações do magistério cristão

A pregação do Evangelho é a ponta de lança do movimento pentecostal. Vidas dinamizadas pela chama do Espírito Santo anunciam com desenvoltura as Boas-Novas, e milhares de pessoas são transformadas, experimentando o milagre do novo nascimento.

Isto é muito bom e louvável. Damos graças a Deus pelos movimentos evangelísticos em nossas igrejas, só não podemos esquecer que o mesmo Senhor que ordenou " Ide e pregai " ( Mc 16.15 ), disse também: " Ide e ensinai a todas as nações"(Mt.28.19-20 ).

O magistério cristão é a base fundamental para o movimento do saber teológico. Ele tem alavancado o conhecimento e fortalecidos os pilares doutrinários da fé cristã. Tem dado uma nova dinâmica metodológica no ensino da Palavra de Deus. Temos um credo alicerçado na Palavra, que no decorrer dos anos, vem reprovando as heresias e mantendo a sua trajetória ao produzir santas e irrefutáveis convicções. Isso graças ao desenvolvimento do magistério cristão, que continua na busca incessante do conhecimento sistemático da Palavra.

È bom de falarmos de evangelismo , missões, ensino da Palavra, é algo que realmente nos emociona, pois está no sangue do verdadeiro cristão. Mas , como em toda jornada aparecem as pedras no meio do caminho, no magistério cristão não é diferente, as tentações aparecem de várias maneiras. Vejamos algumas delas.

Soberba:

De acordo com o dicionário Aurélio, soberba significa orgulho excessivo; arrogância. O soberbo é aquele que acha estar acima dos demais. É orgulhoso ao extremo, tornando-se arrogante, auto-suficiente. Ele diz: " Eu é que sei, sou o melhor professor ". Entretanto, vale lembrar as palavras de Walter B. Knight: " Nunca olhe para ninguém de cima para baixo; somente Deus pode fazê-lo ."

Senso comum que uma pessoa pedante é insuportável. Todo bom discípulo jamais deve vangloriar-se do ministério que Deus lhe concedeu. No livro e provérbios encontramos citações evidentes desse comportamento: " Quando o homem se orgulha de si mesmo, acaba sendo envergonhado. ", Pv 11.2 ( versão Bíblia Viva ) " da soberba só provem a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria.", Pv. 13.10; " A soberba procede a ruína, e a altivez do espírito procede a queda.,", Pv. 16.18.

Viva a vida com humildade. Deus resiste ao soberbos, más dá graças aos humildes (Tg 4.6 ) Faça a oração de Davi, expressa no Salmo 19.13: " Também da soberba guarda o seu servo,

Para que se não assenhoreie de mim; então, serei sincero e ficarei limpo de grande transgressão."

O ensinador cristão deve entender que o magistério é o seu ministério diante de Deus. Deve entender que é simplesmente canal de benção do conhecimento. Deus, em sua soberania, usa quem quiser. Para o professor manter o sucesso do seu ministério, precisa de humildade, que um braço da sabedoria.

Comodismo:

Estive visitando um obreiro, um homem novo, calmo, superintrovertido, e notei que nada havia sido feito em sua igreja nestes últimos cinco anos, nem mesmo a pintura da fachada principal do templo. Fiquei angustiado e perguntei-lhe: " Por que o senhor não faz um movimento nesta igreja para mudar esta situação?" Ele respondeu-me mansamente: " Eu sou um obreiro conservador."

Comodismo é uma das tentações do magistério cristão. É a atitude de quem atende, acima de tudo, à própria comodidade. É o tipo do professor desestimulado. Ele incorre no sério erro de faze a obra do Senhor relaxadamente. É diferente daquele que é diligente e que procura esmerar-se naquilo que faz.

Apostolo Paulo recomendou a Timóteo que fosse diligente para que o seu progresso estivesse manifesto a todos ( 1Tm 4.15 ). O sábio interroga: " Viste um homem perito na sua obra? Perante reis será posto; não será posto perante os de baixa sorte". Pv 22.29, Portanto, procure fazer o melhor para Deus. Nunca esqueça que a negligencia da vida cômoda não resulta em virtudes, todavia, a diligência dá origem a todas elas.

Na atual conjuntura, na era da automação, com o vasto desenvolvimento científico e tecnológico, é inadmissível que o ensinador cristão seja acomodado. O momento é de urgência. É essencial avançar. E para isso todos os meios didáticos possíveis deve ser usados para que se alcance, através do ensino da Palavra , o maior número de pessoas para o Reino de Deus. Nestes últimos momentos da igreja na terra, urge a necessidade de despertar, de ter bom ânimo. Deus tem algo mais para realizar através da vida daqueles que se dispõem a trabalhar com dinamismo.Todos que cumprem seu ministério co diligência, Deus os fazem prosperar.

Competição:

É mais uma pedra no caminho. O ensinador deve estar atento. Seu magistério não é um jogo, mas uma vocação, um chamado divino.

A competição no magistério traz prejuízo para a obra Senhor. Dois ou mais ensinadores simultaneamente pretendem a mesma coisa. É neste ponto que começam as rivalidades, gerando deslealdade nos relacionamentos. Um professor compete com os outros professores para ver quem é o melhor. Até mesmo os próprios os alunos são " usados "

Com perguntas que provocam discussões para saber quem é o melhor.

No evangelho de Marcos 9.33-37, a Bíblia mostra que os discípulos de Cristo ameaçaram cair na tentação da competitividade. Eles queria saber quem era o maior. Jesus, então, chamou uma criança, símbolo da simplicidade e humildade, e a colocou no meio deles, advertindo-os contra a grandeza e altivez. Mais adiante, no capítulo 10.15-16, Jesus afirma que aquele que não receber o reino de Deus como uma criança, de maneira nenhuma poderá entrar nele.

Em vez de querer ser o maior, deixe cristo aparecer na sua vida. Faça tudo para glória do nome do Senhor.

Cobiça:

A cobiça é outra tentação do magistério cristão. É característica preponderante daquele que é ávido pelo o que é de outrem. É um desejo imoderado. Um dos mandamentos da Carta Magna de Deus para o seu povo é: " Não cobiçarás ", Ex 20.17. O salmista ora a Deus, pedindo-lhe que o livre desta tentação: " Inclina o meu coração aos teus testemunhos e não à cobiça.", SL 119.36.

Entre os males que tem permeado os ensinadores cristãos encontram -se a cobiça e a concupiscência. Apostolo Tiago diz que: " Cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte", ( Tg. 1. 14-15 ).

O cobiçoso é invejoso, não se contenta com o que tem, e muitas vezes usa o espaço da Palavra para derrubar o seu colega de magistério. Usa a lição como pedra para atirar contra outro, de quem está cobiçando o cargo.

O ensinador cobiçoso trás consigo um grande problema - é um verdadeiro semeador de contendas, que não está preocupado com os prejuízos que vai causar à Obra do Senhor. Para chegar ao cargo almejado, faz o que for preciso, não medindo conseqüências.

O professor deve entender que o seu magistério cristão é diferente do secular. Precisa da aprovação divina. O seu ensinar deve ser ungido, cheio da graça de Deus. Se o mestre entrar pelo caminho da cobiça, simplesmente o Espírito Santo se afastará, e a sua mensagem será de um formalista, sem a unção divina.

Ameaça e ciúme

Quando o ensinador sente o seu magistério por alguém que chegou de outro lugar e que, aparentemente tem maior conhecimento é tentado a pensar: "Este que acabou de chegar pode tomar o meu lugar".A partir daí, surgem as retaliações e esse professor lança defeitos sobre o novo colega. O ciúme vem à tona e tudo o que ele puder fazer para impedir o desenvolvimento do irmão, fará.

Sentir-se sobre ameaça também traz problemas ao magistério. O professor querendo resguardar o seu espaço, começa a murmurar e até mesmo a denegrir a imagem do outro professor que, aparentemente, é o seu concorrente.

Isto ocorre quando falta a convicção da chamada de Deus, convicção de conhecimento e firmeza naquilo que sabe. Falta a simplicidade. Falta o exercício da Palavra de Deus que orienta a aprender uns com os outros e a considerar os outros superiores a si mesmo.

O professor deve entender que Deus o chamou para este ministério, e vai ajudá-lo até o fim. Quando aparecer alguém que, supostamente, seja uma ameaça ao seu magistério, não se preocupe, antes faça tudo para se chegar a essa pessoa e partilhar dos conhecimentos e experiências divinas.

Procure adequar os seus conhecimentos à nova realidade. Busque a convicção do que você é, e tenha humildade de continuar no ciclo ensino- aprendizagem.

Ao te sentires ameaçado, procure o diretor geral da ED, o Mestre dos mestres, e Ele te dirá que a seara é grande e há poucos trabalhadores.

Desmotivação

A falta de motivação contribui-se num grande inimigo do professor, pois o leva a subestimar a classe, desconsiderar a necessidade de crescimento intelectual e pontualidade, a definição de objetos e a sensibilidade para com a importância do ensino.

O professor não deve esperar motivações externas. Ele deve ter em si mesmo uma fonte motivadora, que o leve a traçar metas e a lutar para alcançá-las. O profeta Isaías declara no capítulo 44 versos 2 e 3: "Assim diz o SENHOR que te criou, e te formou desde o ventre, e que te ajudará: Não temas ó Jacó, servo meu, e tu, Jesurum, a quem escolhi. Porque derramarei água sobre o sedento, e rios sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha benção sobre os teus descendentes".

Um professor que busca motivação nas fontes de Deus, transmitirá entusiasmo e estimulo aos seus alunos, produzindo um ambiente de muita criatividade e desenvolvimento.

Polivalencia

A polivalência é um tanto prejudicial ao ensino. Ela impede o aprofundamento do professor nas disciplinas que leciona. A questão é que por falta de professores, alguns assumem várias disciplinas, mesmo sem terem o devido conhecimento para ministrá-las. Isso, no mínimo, vai produzir um ensino raso e e inconsistente, além do perigo de se deyurpar completamente o sentido de determinados assuntos. O professor cristão, assim como todo bom profissional, deve ter afinidade com aquilo que faz, conhecendo a fundo a sua tarefa.

Como evitar as tentações?

É urgente a necessidade de não deixar que tais tentações minem o ensini na Escola Dominical. Assim, relacionamos algumas formas de evitá-las:

Oração

A oração é a chave do dia e o ferrolho da noite. É a comunhão da alma de um cristão faminto por mais de Deus. O professor que se dedica à oração tem um poder secreto que o guarda na hora da tentação. Blaise Pascal disse: " Nunca o homem é tão grande como quando está de joelhos ". Portanto curve-se ante o Poderoso e Ele te abençoará.

Vigilância

" Se o mal não vem, a posto sentinelas! Serpentes há, rondando as florações mais belas!" Estas palavras proferidas por Stela Dubois revelam a necessidade do professopr cristão ficar alerta para as sorrateiras tentações que ameaçam o seu ministério. "Prática da vigilância cria no homem o hábito da vida interior e a necessidade de fazer passar todas a suas obras sob os olhares da consciência" , expressa Charles Wagner.

Vigie e não deixe que roubem a maior virtude de um professor: a simplicidade.

A convicção da chamada

É necessário que se esteja convicto da chamada de Deus para realizar a inenarrável obra do ensino bíblico. É indispensável que sejamos guiados pela bússola da convicção. Certa vez, Mirabeu, quando estava ouvindo um discurso de egrégio Robespierre, segredou a um amigo que estava ao seu lado: "Este homem vai longe: ele acredita em tudo que diz".

Tenha convicção na vida. Tenha certeza de sua chamada. Tenha segurança da mensagem que transmites. Quem tem convicção pode até vergar, mas jamais quebrará.

Preparo

Para ensinar há uma formalidade a ser cumprida: o saber. Deus não se agrada de tolos que por ambição se engajam no santo ministério do ensino, totalmente despreparados. Seja um amante dos livros. Saiba que os livros dão conselhos que os amigos não se atreveriam a dar. E, acima de tudo, ame o Livro dos livros - a Bíblia Sagrada.

Coloque o mestre dos mestres como a razão primária da vida no magistério cristão, e deixe que toda a glória, honra e louvor sejam exclusivamente Dele.

O primeiro está acima de todos, inclusive de você. Por isso, quem coloca Cristo em primeiro lugar não se deixa levar pelas tentações que se apresentam para minar, e até mesmo para impedir, o avançar da caminhada na obra do SENHOR.

Confia no SENHOR e não temas, vá em frente e cumpra o seu ministério. Em Colossenses 4.7, está escrito: " Atenta para o ministério que recebeste no SENHOR, para que o cumpras".

Revista -Ensinador Cristão - CPAD