14 de abril de 2009

03-Partidarismo na Igreja

A formação de “grupinhos” ou partidos na igreja promove sérios conflitos entre os irmãos. Paulo escrevendo aos coríntios fez a seguinte exortação:
“Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que sejais concordes no falar, e que não haja divisões entre vós; antes sejais unidos no mesmo pensamento e no mesmo parecer. Pois a respeito de vós, irmãos meus, fui informado pelos da família de Cloé, que há contendas entre vós. Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo; ou Eu de Apolo; ou Eu sou de Cefas; ou, Eu de Cristo.” (
1 Co 1.10-12)
O partidarismo na igreja é mais uma conseqüência direta do seu aspecto humano e temporal, causado por questões políticas, interesses pessoais, espírito faccioso, rebeldia, insubmissão à liderança e outros fatores.
OS QUATRO PARTIDOS DA IGREJA EM CORINTO
Na igreja em Corinto quatro partidos se formaram. Cada um possuía características e perfil próprio. Foram eles:- OS DE PAULO (PARTIDO DOS FUNDADORES OU DOS MAIS ANTIGOS)
Fazer parte do grupo que fundou uma igreja, que “arrancou toco”, que arduamente trabalhou para o estabelecimento e crescimento da mesma, é um privilégio. Tais pessoas devem ser honradas e reconhecidas. A memória do trabalho dos pioneiros não deve ser apagada.
Acontece que em muitos lugares, o grupo dos fundadores, além de se acharem parte de uma casta especial, pensam ter o direito de interferir de maneira arbitrária no governo da igreja.
Não são poucos os casos, em que este grupo resiste às mudanças necessárias para o crescimento e contextualização da igreja. “Eu não aprendi assim”, “Não é bom remover os marcos antigos”, “não foi assim no princípio”, são frases típicas, carregadas de equívocos e desassociadas de reflexão e discussão.
Por outro lado, “ser de Paulo”, devido às peculiaridades do seu trabalho entre os gentios, pode implicar na tentativa de se impor uma falsa liberdade religiosa (liberalismo).
Pastores e líderes de igreja em geral, sofrem nas mãos deste grupo, que inclusive, por vezes, é composto por diáconos, presbíteros, evangelistas e pastores auxiliares.
Ser um membro antigo e ser digno de honra é uma coisa, querer e poder dirigir o trabalho é outra
.
- OS DE APOLO (PARTIDO DOS INTELECTUAIS)
Longe daquilo que se convencionou nos círculos pentecostais, ser intelectual é compatível com a fé pentecostal. O antiintelectualismo disseminado em nosso meio foi e continua sendo danoso. É possível ser intelectual e espiritual. Nossos líderes deveriam cada vez mais incentivar o desenvolvimento cultural e acadêmico de seus membros, associado a uma vida de piedade, fervor e serviço cristão. A conclusão dos estudos, a formação superior secular, o curso teológico, a pós-graduação, a formação continuada, dentre outros, fazem parte deste desenvolvimento.
Agora, é preciso deixar claro que “saber mais” não implica em “ser mais”. Não nos torna melhores ou maiores do que os que sabem menos. Infelizmente, o acúmulo de saberes acaba embriagando a muitos, promovendo com isso a criação de grupos fechados de elitistas, intelectuais, pensadores e doutores da fé.
- OS DE CEFAS (PARTIDO DOS LEGALISTAS OU DOS TRADICIONALISTAS)
Se existe algo na igreja que em alguns lugares tem conseguido colocar a autoridade da
Bíblia em segundo plano, isto se chama “a tradição”. Trata-se de um típico posicionamento farisaico e legalista:
“Então, vieram de Jerusalém a Jesus alguns fariseus e escribas e perguntaram: Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos, quando comem. Ele, porém, lhes respondeu: Por que transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição? Porque Deus ordenou: Honra a teu pai e tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte. Mas vós dizeis: Se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: É oferta ao Senhor aquilo que poderias aproveitar de mim; esse jamais honrará a seu pai ou a sua mãe. E, assim, invalidastes a palavra de Deus, por causa da vossa tradição. Hipócritas! Bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.” (
Mt 15.1-9)
Os legalistas colocam os usos e costumes acima da própria Palavra, julgam as pessoas pela aparência, são éximos criadores de normas e regras de conduta, e se acham mais crentes e mais santos que os demais. Os tais não se misturam com os crentes de “segunda classe
”.
- OS DE CRISTO (PARTIDO DOS INDEPENDENTES, REVOLTADOS E INSUBMISSOS)
Não reconhecer, não submeter-se à autoridade dos pastores e líderes, não honrá-los e não amá-los, é uma atitude de quem não conhece o princípio da “delegação de autoridade espiritual”. Observe alguns textos bíblicos que recomendam estas atitudes espirituais:
“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas.” (
Rm 13.1)
“Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina.” (
1 Tm 5.17, ARC)
“Obedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossa alma, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.” (
Hb 13.17, ARC)
Algumas frases são típicas deste grupo: “pastor nenhum manda em mim”, “importa obedecer a Deus do que aos homens”, “meu pastor se chama Jesus” e outras mais.
Na realidade, nem a Jesus esse grupo obedece, pois se assim o fizesse, honraria a quem Deus resolveu honrar com o ministério.
NOVOS TEMPOS, NOVOS PARTIDOS
Na igreja atual, além dos partidos norteados pelas idéias e princípios dos de Corinto, existem ainda outros, como por exemplo:
- OS PARTIDOS DOS ÓRGÃOS E DEPARTAMENTOS
Nosso atual modelo de igreja ou congregação, com seus vários departamentos e órgãos, proporcionou a criação do partidarismo dentro destes (fundamentado em preferências pela liderança, dirigente ou orientador “A” ou “B”) e entre estes (fundamentado no senso de competição, disputa, concorrência). Há igrejas onde os órgão e departamentos não interagem entre si, não se percebem parte de um todo, de um corpo.
- OS PARTIDOS DOS POLÍTICOS ECLESIÁSTICOS
Este grupo está em evidência nas igrejas e convenções (estaduais ou nacional) que optaram pelo regime de governo com eleições periódicas. Dividem o ministério e a igreja. Pastores ou chapas se apresentam como candidatos às eleições convencionais, presidenciais ou ministeriais, trocam acusações, compram pessoas, se vendem, barganham, deixam de se falar, tornam-se “inimigos” políticos, fazem campanha da maneira mais mundana possível.
Não há nada que justifique o partidarismo na igreja. Nenhum bem causa, em nada edifica. O partidarismo será sempre evidência do baixo nível, ou de nenhuma espiritualidade presente.
Boa Aula!
por:
Altair Germano
Via:
Gospel Prime

11 de abril de 2009

Contraste entre a sabedoria humana e a divina

Sabedoria Humana (Tg 3.13-16)
  1. Baseado no conhecimento parcial terrestre
  2. Produz orgulho
  3. Produz inveja
  4. Produz ambição egoista
  5. Produz desordem
  6. Não espirutal, do Diabo
  7. Produz toda sorte de práticas ruins

Sabedoria Divina (Tg 1.5;3.17,18)

  1. Baseado no conhecimento infinito celestial
  2. Produz humildade
  3. Produz imparcialidade
  4. Pacifíca, submissa
  5. Pura, cheia de misericórdia
  6. Produz considerações para com os outros
  7. Produz frutos
  8. Reflexão

    "A cruz é um símbolo da obra redentora de Cristo, mediante sua morte substitutiva no Calvário."

























Educar Cristão: Corínto - Uma Igreja Fervorosa, mas não Espiritual

Educar Cristão: Corínto - Uma Igreja Fervorosa, mas não Espiritual

10 de abril de 2009

A Superioridade da Mensagem da Cruz








A ORIGEM DIVINA DO EVANGELHO



1. O EVANGELHO NÃO É RESULTADO DE SABEDORIA HUMANA

• É a proclamação da sabedoria divina - I Co 2.1 E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. Mt 10.14 E, se ninguém vos receber, nem escutar as vossas palavras, saindo daquela casa ou cidade, sacudi o pó dos vossos pés. • É a proclamação da reconciliação divina - ICo 2.2 Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. Rm 5.11 E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação.• É a proclamação do testemunho divino - I Co 2.3 E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor. I Jo 5.9 Se recebemos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; porque o testemunho de Deus é este, que de seu Filho testificou.

2. O EVANGELHO NÃO É MENSAGEM DE PERSUAÇÃO HUMANA

• A mensagem vem pelo poder do Espírito Santo – I Co 2.4 A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder; Hb 4.2 Porque também a nós foram pregadas as boas novas, como a eles, mas a palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto não estava misturada com a fé naqueles que a ouviram.• O convencimento vem pelo poder do Espírito Santo - I Co 2.5 Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus. Zc 4.6 E respondeu-me, dizendo: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos.• A compreensão vem pelo poder do Espírito Santo - I Co 2.6 Todavia falamos sabedoria entre os perfeitos; não, porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam; Ef 5.17 Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor.


3. O EVANGELHO NÃO É REVELAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO HUMANA• Sua revelação vem pela palavra de Deus - I Co 2.7 Mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória; Ef 3.9 E demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo;• Sua revelação vem pelo propósito de Deus - I Co 2.8 A qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória. Lc 10.21 Naquela mesma hora se alegrou Jesus no Espírito Santo, e disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste às criancinhas; assim é, ó Pai, porque assim te aprouve.• Sua revelação vem pela vontade de Deus - I Co 2.9 Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam. I Co 2.10 Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus.Obs: os esboços são elaborados exclusivamente pelos textos bíblicos da lição.


Pr Adilson Guilhermel - Mestre em Teologia


8 de abril de 2009

Corínto - Uma Igreja Fervorosa, mas não Espiritual









Introdução





Os dois livros do NT intitulados “Coríntios”foram escritos pelo grande missionário Paulo. Ele compôs essas cartas para os crentes em Corinto uma das maiores cidades do Império Romano, um centro urbano próspero, mas muito corrupto. Por volta do ano 50 d.C., Paulo Chegou a essa cidade tão necessitada. Passou logo a pregar aos judeus a mensagem de que Jesus era o Messias, mas a maioria rejeitou. Foi entre os gentios que Paulo ganhou maior parte dos novos convertidos. Ele organizou uma igreja e permaneceu algum tempo na cidade, ensinando aos novos crentes a Palavra de Deus. Após sua partida surgiram sérios problemas.