23 de outubro de 2009

A Noção de Tempo na Antiguidade Judaica




Partindo do título deste capítulo [Davi e o Tempo de Deus em sua Vida], não há como não tratar do assunto “tempo” (hb. yôm; gr. aōn). Do ponto de vista teológico, toda discussão que envolve a questão “tempo” é muito importante, sobretudo quando se sabe que há abundantes menções da expressão em toda a Bíblia, principalmente relacionada ao cumprimento de determinadas profecias (Jr 31.1; 33.15; 46.21; 50.4,27,31, etc.). É o que se conhece como “tempo de Deus”, ou seja, o momento em que o Eterno realizará o cumprimento de determinada promessa. Em sentido pleno, todo o tempo pertence a Deus, pois Ele não apenas o precede (Is 43.13; Dn 7.9), transcende (Sl 90.4), mas também o criou (Gn 1) e domina (Sl 74.16), entretanto, quando se fala em “tempo de Deus, o que se quer assinalar é a sua intervenção direta em ocasiões específicas (principalmente as vaticinadas ou preditas), as quais demonstram de maneira explícita sua soberania. Poderia, com razão, se perguntar: “Há algum momento, por mais fortuito que seja, que escapa à sua soberania?” Evidentemente que não! Porém, existem situações em que sua ação é mais claramente demonstrada.1 Até porque, para o judeu, “o tempo e a história eram inseparavelmente vinculados”, em outras palavras, o “tempo tinha interesse para ele tão-somente à medida que era qualificado por um evento específico”.2 O judeu sabia, pelas lições da própria história, que o Eterno, no momento dEle, entraria com providência e agiria mudando a configuração de qualquer quadro (tanto no sentido positivo quanto negativo, humanamente falando).



Uma das características desse período que estamos atravessando é o desapego a tudo que diz respeito ao passado. A impressão é que o mundo começou com a existência individual de cada pessoa, de forma que “fazemos nosso próprio destino”, traçamos o nosso caminho e nada que aconteceu antes pode nos afetar. Além de presunçosa, tal postura é estúpida. Por isso, acredito que é preciso refletir que a noção de tempo ― com a linearidade que conhecemos atualmente ―, não é algo universal e nem mesmo comum. A despeito de a discussão acerca do tempo parecer banal, e a própria afirmação de que ele é linear soar como extremamente óbvia para nós, é preciso saber que tal herança histórica é o que o historiador Thomas Cahill chama de “dádiva dos judeus” para nós ocidentais:Para os antigos, o futuro seria sempre uma reprise do passado, assim como o passado era simplesmente uma reprise terrena do drama celeste: “A história se repete” ― isto é, a falsa história que não é história, mas mito. Para os judeus, a história também está repleta de lições de moral. Mas a moral não é que a história se repete, e sim que há sempre algo novo: um processo que se desenrola ao longo do tempo, cuja direção e fim não podemos saber, a menos que Deus nos forneça uma dica do que acontecerá. O futuro não será o que aconteceu antes; na verdade, a única realidade do futuro é ainda não ter acontecido. É incognoscível; e o que será não pode ser descoberto por augúrios ― pela interpretação das estrelas ou exame de entranhas. [...] Por isso o conceito de futuro ― pela primeira vez ― oferece a promessa, em vez da mesma coisa de sempre. Não estamos condenados, não estamos presos a um destino predeterminado; somos livres. Se qualquer coisa pode acontecer, somos realmente liberados ― tão liberados quanto os escravos israelitas quando cruzaram o mar dos Caniços.3A própria “invenção” mitológica no mundo antigo era uma forma de assimilação do fluxo do tempo e uma maneira de manter viva a ideia de ter o antepassado sempre presente ou de “volta” à família. Nada era histórico no sentido de se construir, mas místico, na pior acepção possível da palavra. Nesse contexto, os seres humanos eram meras marionetes no drama existencial, e os deuses, estes sim, responsáveis absolutos por todas as realizações. O tempo e o próprio universo não eram mais que uma imensa roda etérea, girando sem parar, tendo que acontecer novamente aquilo que já havia sido. O que ocorre é que a visão de mundo judaico-cristã tornou-se tão comum para nós, e achamos tão “impossível nos livrarmos dela ― até mesmo para um breve experimento ―, que é agora a visão cósmica de todos os outros povos que nos parece exótica e estranha”.4 A dissertação de Cahill não é simplesmente uma particularidade de sua pena ou seu modo arguto de interpretar o mundo antigo, mas o resultado de pesquisas históricas convergentes, as quais apontam para a mesma direção:Os formuladores de mito no antigo Oriente Médio não concebiam o tempo em termos de uma sequência horizontal e linear de acontecimentos, que ia de um princípio histórico até uma consumação final de todas as coisas. Em vez disso, consideravam o tempo como cíclico, com a reestruturação e revitalização anuais do universo. Seus mitos da criação eram recitados em festas anuais de ano novo como palavras mágicas que deviam acompanhar um ritual de magia a fim de reconcretizar a cosmologia original, a saber, a passagem do caos para o cosmos. No pensamento mitopoéico o tempo não tem nenhuma significação nem a história tem sentido algum.5Os historiadores destacam que “Gênesis 1 deixa perceber uma noção totalmente diferente de tempo”, isto é, distinta da dos demais povos, pois enquanto aqueles vivem em um “mundo repetitivo”, para os judeus “o tempo é concebido como linear, e os acontecimentos vão ocorrendo sucessivamente dentro dele”, em uma palavra, “do ponto de vista bíblico o comportamento do homem hoje determina sua condição no futuro”.6 Como todos sabemos, o primeiro livro da Bíblia é parte do Pentateuco, escrito por Moisés. Apesar de o material escrito ter aparecido muito tempo depois de acontecerem os fatos ali narrados, é imprescindível atentar para a verdade de que após a Queda e suas consequências, a humanidade perde-se em noções totalmente avessas e ilógicas acerca do tempo. O entendimento da noção linear de tempo será inserida no mundo antigo a partir da revelação ou epifania.7 Thomas Cahill chega a afirmar que esse rompimento do pensamento judaico acerca do tempo no mundo antigo (o que modernamente conhecemos como “recorrência eterna”) é tão significativo e inaugura uma forma tão diferente e nova de concepção “a ponto de se poder dizer com certa justiça que [...] foi a única idéia nova que os seres humanos já tiveram”.8 Mas o que mudou essa visão, e de tal maneira, que ela agora pareça completamente alienígena para nós? O mesmo Cahill responde:Esse maravilhoso e novo sentido de tempo não se abateu sobre os israelitas de repente. O que começou na convocação de Avraão para abandonar sua terra e seu povo e partir para um destino ignorado germinou na vocação de Moshe para tirar seu povo escravizado da atmosfera assombrada por um deus do Egito cíclico, onde tudo que seria já tinha sido e todas as perguntas importantes tinham sido respondidas, já tinham sido transformadas em pedra, como as estátuas, imóveis e de olhar fixo, do faraó. Nessas duas viagens, fomos do pessoal (o destino de Avraão) ao coletivo (o destino do Povo de Israel). Fomos de um deus padroeiro, um deus doméstico que se carrega de sorte, a Yhwh, o Deus dos deuses, cujo poder é superior ao maior poder a que a Terra pode apelar. Juntas, essas duas grandes fugas nos oferecem um senso completamente novo do passado e do futuro ― o passado como constituindo o presente, o futuro como realmente não conhecido.9 Depreende-se da argumentação de Cahill que o tempo visto como possibilidade é uma dádiva dos judeus para o mundo ocidental. Tal concepção, por conseguinte, sugere que o tempo não é uma gigantesca roda etérea girando sem parar, mas teve início e caminha para um “fim”. Tal fim ― no sentido aqui argumentado ― não é o que comumente se designa como o “fim do mundo” ou como o fim da existência do indivíduo, e sim o “tempo de Deus”, o chegar ao ponto e estágio estipulados pelo Eterno. E onde tudo isso ocorre? No “tempo” e no decurso do fluxo chamado “história”. Como afirma Oscar Cullmann: “É sobre uma linha reta traçada no âmbito do tempo ordinário que Deus se revela e é de lá que Ele dirige não somente a história em sua totalidade, mas ainda todos os eventos da natureza: não há lugar aqui para as especulações sobre Deus que se coloquem como independentes do tempo e da história”. Tendo preliminarmente entendido essa verdade, o mesmo autor ainda defende que “os atos de Deus não se revelam ao homem em nenhuma outra parte mais concretamente do que na história que, do ponto de vista teológico, representa, em sua essência íntima, as relações que existem entre Deus e os homens”.10 A diferença é significativa e substancial, pois enquanto os outros povos antigos não atribuíam nenhum sentido à história e a noção de tempo era extremamente precária, o judeu a entende como a arena da revelação e intervenção divinas. Decorre desse raciocínio, que é preciso fazer distinção ― teológica e biblicamente falando ―, entre duas noções principais de tempo (ainda que a discussão migre agora do hebraico para o grego, ou seja, vá do Antigo Testamento para o Novo Testamento, ela é oportuna e pertinente à argumentação desenvolvida até aqui):As duas noções que designam com o máximo de clareza essa concepção são aquelas que exprimem, em geral, os termos καιρός (kairos, kairoi) e αìών (aiôn, aiôns). Não é fácil dar uma tradução adequada aos diversos termos que se referem ao tempo. Eles revestem em cada passagem um sentido teológico determinado pelo contexto. Por outro lado, os dicionários nos ensinam que eles podem ser igualmente utilizados no Novo Testamento sem significação teológica especial. O que caracteriza o emprego de kairos é que ele designa no tempo um momento determinado por seu conteúdo, enquanto que aiôn designa uma duração, um espaço de tempo, limitado ou não.11É preciso considerar que Oscar Cullmann está tratando da história da salvação12 e sua análise se concentra especificamente no Novo Testamento. Entretanto, em virtude da utilização, muitas vezes indiscriminada, do termo kairos em mensagens motivacionais e de autoajuda, vale a pena destacar a exposição de Cullmann acerca do seu uso:Kairos, no uso profano, significa a ocasião particularmente propícia para uma empreita, o momento do qual se fala há muito tempo sem conhecer sua época certa, a data que corresponde ao que se chama, por exemplo, na língua moderna “o dia D”. É geralmente em virtude de considerações humanas que um momento nos parece particularmente propício para a execução deste ou daquele projeto, tornando-se um kairos. É neste sentido profano que Félix diz ao apóstolo Paulo (At 24.25): “Quando o momento chegar, eu te chamarei”.No Novo Testamento o uso deste termo, aplicado à história da salvação, permanece o mesmo, porém, com a seguinte reserva: este não se refere a estimativas humanas, é um decreto divino que faz desta ou daquela data um kairos, e isto em vista da realização do plano divino da salvação. Isto se dá porque este plano, em sua realização, está ligado aos kairoi, aos momentos escolhidos por Deus, que é uma história da salvação.13Outra coisa muito importante que se aprende da visão judaica acerca do tempo é que o “israelita preparava-se para um fim próximo do tempo presente, e esperava por uma nova era, concebida ― a não ser em exceções [...] ― em termos temporais”,14 em outras palavras, não havia simplesmente uma esperança futurística supratemporal, ou seja, além da região temporal ou do nosso espaço-tempo, mas a crença e confiança de que Deus interviria na realidade humana, na história dos homens, seres falíveis, finitos e criados. Um Deus que se dá ao luxo de vir em busca de seus servos não é algo comum na antiguidade. Entretanto, esse é o Deus do judaísmo e do cristianismo: um Ser Todo-poderoso que desde a revelação ou epifania da experiência de Abraão até a encarnação de Jesus Cristo, a revelação total do “mistério que esteve oculto desde todos os séculos e em todas as gerações e que, agora, foi manifesto aos seus santos” (Cl 1.26), alcança os homens através da história. Este Deus, seguramente, pode ser chamado de o “Deus das eleições soberanas”.


NOTAS

[1] Oscar Cullmann, por exemplo, diz que não “são todas as partes da linha contínua do tempo que formam a história da salvação propriamente dita, mas, antes, os kairoi, os pontos isolados na totalidade do curso do tempo” (Cristo e o tempo. Tempo e História no Cristianismo Primitivo. 2.ed. São Paulo: Custom, 2003, p. 78).[2] BROW, Colin & COENEN, Lothar. Dicionário internacional de teologia do Novo Testamento. 2.ed. São Paulo: Vida Nova, 2000, p. 2.467.[3] CAHILL, Thomas. A dádiva dos judeus. Como uma tribo do deserto moldou nosso modo de pensar. 1.ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 1999, p. 143.[4] Ibid., p. 18.[5] ARCHER, Gleason L.; HARRIS, R. Laird; WALTKE, Bruce K. Dicionário internacional de teologia do Antigo Testamento. 1.ed. São Paulo: Vida Nova, 1998, p. 605.[6] Ibid., p. 605.[7] Giovanni Reale e Dario Antiseri, em sua História da Filosofia, afirmam que os próprios gregos (e também os estóicos) eram a-históricos e a ideia de progresso lhes era, no mínimo, estranha. Isso apenas reforça o fato de que o rompimento com a visão cíclica não é produto de reflexão humana, mas que a mudança veio através da revelação ou epifania. Os autores esclarecem que a “concepção de história expressa na mensagem bíblica, ao contrário, não é cíclica, mas retilínea: no transcorrer do tempo, verificam-se eventos decisivos e irrepetíveis, que são como que etapas que destacam o seu sentido. O fim dos tempos é também o fim para o qual eles foram criados: é o Juízo universal e o advento do Reino de Deus em sua plenitude. E assim a história, que vai da Criação à queda, da Aliança ao tempo de espera do Messias, da vinda de Cristo ao Juízo Final, adquire um sentido, tanto no seu conjunto como em suas diversas fases” (10.ed. São Paulo: Paulus, 2007, p. 393).[8] CAHILL, Thomas. A dádiva dos judeus. Como uma tribo do deserto moldou nosso modo de pensar. 1.ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 1999, p. 18.[9] Ibid., p. 144.[10] CULMANN, Oscar. Cristo e o tempo. Tempo e História no Cristianismo Primitivo. 2.ed. São Paulo: Custom, 2003, p. 62.[11] Ibid., p. 77.[12] No capítulo 12, esta questão será retomada, pois a Aliança Davídica, e consequentemente o seu reinado e sucessão, constituí-se em importante kairoi dentro de toda a economia divina e, especificamente, da história da salvação.[13] Ibid., p. 77,78.[14] BROW, Colin; COENEN, Lothar. Dicionário internacional de teologia do Novo Testamento. 2.ed. São Paulo: Vida Nova, 2000, p. 2.462.



CARVALHO, César Moisés, et al.
Davi. As vitórias e as derrotas de um homem de Deus. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp.68-74.
Postado por Pastor César Moisés às
07:43
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22 de outubro de 2009

Davi e o Tempo de Deus em Sua Vida.

Leitura Bíblica em Classe: 1 Sm 24.6

Do ponto de vista Teológico, toda a discussão que envolve a questão de “tempo” é muito importante, sobretudo quando se sabe que há abundantes menções da expressão em toda a Bíblia, principalmente relacionada ao cumprimento de determinadas profecias (Jr 31.1; 33.15; 46.21; 50.4,27, 31, etc.). É o que se conhece como “tempo de Deus”, ou seja, o momento em que o Eterno realizará o cumprimento de determinada promessa. Em sentido pleno, todo o tempo pertence a Deus, pois Ele não apenas o precede (Is 43.13; Dn 7.9), transcende (Sl 90.4), mas também o criou (Gn 1) e domina (Sl 74.16), entretanto, quando se fala em “tempo de Deus, o que se quer assinalar é a sua intervenção direta em ocasiões especificas (principalmente as vaticinadas e preditas), as quais demonstram de maneira explícita sua soberania. Poderia, com razão, se perguntar; “Há algum momento, por mais fortuito que seja, que escapa à sua soberania?” Evidentemente que não!
Davi contrariou a regra humana da impaciência é preciso que admiremos ainda mais a sua biografia, pois ele esperou com paciência (Sl 40.1), Sendo perseguido por aquilo que via (o trono de Israel ocupado, visivelmente por alguém caído), e isso é um problema para o ser humano (Rm 8.24). Acredito até que Davi foi ungido aos 12 anos, a “espera dos dezoito anos” é absolutamente normal, mesmo porque não havia condições humanas (não divinas ou sobrenaturais) de ele ser respeitado como líder da nação. Se o Eterno fizesse Israel aceitá-lo nesta época, com certeza o comportamento da maioria seria semelhante ao de Golias que certamente pensou: “Mandaram uma criança? Não tem um homem para lutar comigo?”.
Davi esperou o “tempo de Deus” porque sabia que tal momento aconteceria em sua vida, não como algo independente e à parte de seu livre-arbítrio, mas como o cumprimento do propósito de sua existência; “Pois possuíste o meu interior; entreteceste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia” (Sl 139.13-16). Eis o sentido da existência para o judeu: executar o projeto de Deus para a sua vida.

Bibliografia:
GONÇALVES, José. et. al. Davi, As vitórias e as Derrotas de um Homem de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.
Fonte: http://www.cpad.com.br

21 de outubro de 2009

Davi - Rei de Israel

Introdução.

Ola queridos, Paz de Cristo a todos que contribuem com este blog.
Apresentaremos a vocë,um breve relato que diz respeito a vida do Rei Davi. O homem segundo o coração de Deus, espero que gostem da leitura

Davi era pastor de ovelhas (2 Sm 7:8), o nome de seu pai era Jessé (Rt 4:22; 1 Sm 16:18) e tinha um gentil aspecto (1 Sm 17:42); ou seja, historiadores afirmam que sua aparência era franzina e desprezível.

Ainda assim protegia seu rebanho contra investidas de leões e ursos (1 Sm 17:36). Deus o escolheu para ser rei sobre Israel (1 Sm 16:1). Entretanto somente reinou sobre Israel após a morte de Saul. Ou seja, Davi reinou de fato sobre Israel 7(sete) anos após o seu chamado por Deus (2 Sm 5:5).

Antes de ser elevado ao trono, experimentou momentos amargos em sua vida. Davi fugia constantemente de Saul, que sem motivo aparente, desejava matá-lo (1 Sm 19:1-2). Durante seu momento de fuga conheceu a escória da sociedade e liderou grupos de excluídos, endividados, ladrões, salteadores e subversivos (1 Sm 22:2). Saul demonstrava muito ódio por Davi (1 Sm 18:15), pois o povo amava mais a Davi do que Saul (1 Sm 18:6-7, 16; 21:11) devido aos êxitos alcançados por Davi em suas batalhas.

Antes da perseguição de Saul, Davi se propusera a enfrentar o gigante Golias (1 Sm 17:49-50). Até então Davi não imaginava que sua seqüência de êxitos afetaria tanto os sentimentos de Saul que até entregou sua filha Mical para casar com Davi (1 Sm 18:20-21), esta não teve filhos até o dia da sua morte (2 Sm 6:23).

Davi conhecia e confiava tanto no Senhor que não saía para suas batalhas sem antes consultá-Lo (1 Sm 5:19; 23:4; 2 Cr 18:7). Foi o único rei a tomar Jerusalém (Jebus), a grande fortaleza dos jebuseus (1 Cr 11:5) e lá se estabeleceu.

Sentia-se à-vontade na presença do Senhor: dançava com toda sua força (2 Sm 6:14), mesmo debaixo da reprovação da sua esposa Mical (1 Cr 15:29). Louvava e era construtor dos próprios instrumentos que utilizava para louvar ao Senhor. Conseguiu construir 4.000 (quatro mil) instrumentos para os levitas louvarem ao Senhor segundo seu próprio relato (1 Cr 23:5).

Apesar do conhecimento que detinha acerca do Senhor, pecava como qualquer outra pessoa. Certa feita, num momento de ociosidade, armou cilada contra a vida de um subordinado seu (Urias), pois se apaixonou por sua mulher (Bete-Seba) e cometeu adultério. Alheio ao perigo e ao fato, Deus enviou o profeta Nata até a sua presença para “acorda-lo” e conscientiza-lo sobre a sua transgressão (2 Sm 12:1-7).

Aqui estava a virtude de Davi. Quebrantava-se e se humilhava diante do Senhor. Por isso tinha Davi um coração segundo o coração do Senhor (At 13:22). Davi arrependia-se dos seus pecados. Era essa a grande diferença entre Davi e Saul.

Ao final do seu reinado, reinou 7 anos em Hebrom e 33 anos sobre todo o Israel totalizando 40 anos de reinado, Deus deu descanso a Israel, pois Davi vencera a todos os seus adversários ao redor (1 Rs 5:3-4).

Infelizmente, Satanás alimentou a soberba no coração de Davi (1 Cr 21:1) e este fez um censo. Ou seja, numerou o povo. A ira de Deus se acendeu contra Davi e contra todo o Israel. Davi foi avisado pelo comandante geral do seu exército, Joabe, de que o seu gesto era um erro (1 Cr 21:2).

Deus executou um juízo sobre Israel por causa do erro de Davi. Davi, conhecedor das misericórdias do Senhor, intercedeu em favor do povo alegando que somente ele errara, mas o povo não era culpado. Deus ouviu a Davi, mesmo debaixo do juízo e deu-lhe o direito de escolher entre 3(três) sentenças (1 Cr 21:11-12).

Veja que Davi intercedeu pelo povo, pois sabia que o Senhor é rico em misericórdias (1 Sm 21:13). As lições mais dramáticas que um homem pode receber vem de Deus; entretanto, o Senhor é misericordioso.

Assim o Anjo do Senhor ordenou que Davi levantasse um Altar. Ele recusou o material do sacrifício doado por Ornão, o jebuseu (1 Cr 21:23-24). Entendia que somente ele errou, somente ele deveria pagar por isso.

A EXPLICAÇÃO PARA O JUÍZO SOBRE DAVI:
Davi era pastor de ovelhas e não há nada de errado em um pastor contar o seu rebanho. Contudo, após Davi vencer todos os seus adversários Satanás sugeriu que ele olhasse para si mesmo (1 Cr 21:1), para sua grandeza e não para Deus.

A vaidade é uma forma de idolatria, portanto um Altar Alternativo. Deus amava Davi e o corrigiu com Seus próprios métodos que são inquestionáveis.

Ordenou que abdicasse do seu Altar Alternativo e olhasse para O DEUS VIVO através do ALTAR VERDADEIRO.


NOTA:
Muitos de nós estamos levantando Altares Alternativos hoje. Esses altares são construídos com os instrumentos da vaidade, doutrinas erradas e diabólicas, omissões, mentiras, ganância e avareza.

Informações extraidas do site abaixo.
http://assembleia-peniel.vilabol.uol.com.br/Biografias/Davi/Davi.htm
Pr. Ronaldo Cunha

Davi e o Tempo de Deus em Sua Vida






Leitura Bíblica em Classe
1 Sm 24.6



Do ponto de vista Teológico, toda a discussão que envolve a questão de “tempo” é muito importante, sobretudo quando se sabe que há abundantes menções da expressão em toda a Bíblia, principalmente relacionada ao cumprimento de determinadas profecias (Jr 31.1; 33.15; 46.21; 50.4,27, 31, etc.). É o que se conhece como “tempo de Deus”, ou seja, o momento em que o Eterno realizará o cumprimento de determinada promessa. Em sentido pleno, todo o tempo pertence a Deus, pois Ele não apenas o precede (Is 43.13; Dn 7.9), transcende (Sl 90.4), mas também o criou (Gn 1) e domina (Sl 74.16), entretanto, quando se fala em “tempo de Deus, o que se quer assinalar é a sua intervenção direta em ocasiões especificas (principalmente as vaticinadas e preditas), as quais demonstram de maneira explícita sua soberania. Poderia, com razão, se perguntar; “Há algum momento, por mais fortuito que seja, que escapa à sua soberania?” Evidentemente que não!

Davi contrariou a regra humana da impaciência é preciso que admiremos ainda mais a sua biografia, pois ele esperou com paciência (Sl 40.1), Sendo perseguido por aquilo que via (o trono de Israel ocupado, visivelmente por alguém caído), e isso é um problema para o ser humano (Rm 8.24). Acredito até que Davi foi ungido aos 12 anos, a “espera dos dezoito anos” é absolutamente normal, mesmo porque não havia condições humanas (não divinas ou sobrenaturais) de ele ser respeitado como líder da nação. Se o Eterno fizesse Israel aceitá-lo nesta época, com certeza o comportamento da maioria seria semelhante ao de Golias que certamente pensou: “Mandaram uma criança? Não tem um homem para lutar comigo?”.

Davi esperou o “tempo de Deus” porque sabia que tal momento aconteceria em sua vida, não como algo independente e à parte de seu livre-arbítrio, mas como o cumprimento do propósito de sua existência; “Pois possuíste o meu interior; entreteceste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia” (Sl 139.13-16). Eis o sentido da existência para o judeu: executar o projeto de Deus para a sua vida.

Bibliografia:

GONÇALVES, José. et. al. Davi, As vitórias e as Derrotas de um Homem de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.

Informações extraidas do site:http://www.cpad.com.br

Como potencializar e dinamizar o ensino para adultos


INTRODUÇÃO
O que significa potencializar e dinamizar o ensino? A natureza do ensino não é dinâmica em si mesmo? Haveria algo a fazer que o tornasse mais interessante?
Tornar o ensino potente e dinâmico significa atribuir-lhe força para produzir ou transformar alguma coisa. No âmbito da educação significa modificar o comportamento na maneira de pensar, sentir e agir.
O ensino deve ser atuante, vibrante e instigador. Ensinar não significa simplesmente transmitir conhecimentos, como se a mente do aluno fosse um insignificante receptáculo do conhecimento alheio, ou uma folha em branco, na qual o professor poderia gravar o que desejasse. Muitos professores acham que é dever comunicar o máximo do que eles sabem aos alunos, na forma melhor estruturada possível, mesmo sem medir ou avaliar o resultado, em termos de quantidade e qualidade de conteúdo assimilado. Ensinar entretanto, não é somente transmitir, não é somente transferir conhecimentos de uma cabeça a outra, não é somente comunicar. Ensinar é fazer pensar; é ajudar o aluno a criar novos hábitos de pensamento e de ação. Isto não significa que a exposição da aula não deva ter estrutura alguma, ou que seja melhor o professor ser um mal comunicador. Significa, sim, que a estrutura da exposição deve conduzir ao raciocínio e não a absorção passiva de idéias e informações do professor.
O ensino pode ser potencializado, direcionado e adaptado a qualquer faixa-etária. Porém, sua adequação baseia-se sempre no conhecimento das particularidades de cada fase da vida humana.

Quem é o adulto? Quais são suas necessidades, interesses e expectativas?
Estas e tantas outras interrogações sobre as peculiaridades dos adultos devem ser respondidas e refletidas por todos quantos se engajam no magistério específico para a denominada “idade vigorosa”.
Segundo o dicionarista Aurélio, o termo “adulto” diz respeito ao “indivíduo que atingiu o completo desenvolvimento e chegou à idade vigorosa; que atingiu a maioridade.”
No âmbito psicológico diz-se do “indivíduo que atingiu plena maturidade, expressa em termos de adequada integração social e adequado controle das funções intelectuais e emocionais.”
Além dos aspectos físicos e psicológicos, podemos também observá-lo pelo prisma social e espiritual. A maioria dos adultos está estabilizada na área financeira, familiar e social. Buscam coisas concretas e reais. Suas expectativas estão calcadas e fundamentadas em aspectos reais da vida. Época da mais completa manifestação da vida; tempo de grande produtividade, período em que se manifesta a maior capacidade de discernimento; sérias responsabilidades, amizades estáveis, grande ambição e força de vontade. Também de comodismo espiritual, no sentido de imaginar que já sabem tudo que diz respeito as coisas espirituais. Como atingi-los com o ensino bíblico? Como motivá-los ao estudo da Palavra? Como reverter o quadro de estagnação e rotina?
Para melhorarmos a qualidade do ensino ajustado aos adultos, precisamos conhecer suas necessidades, preferências, expectativas e, principalmente, de que modo se disponibilizam à aprendizagem.

O adulto precisa sentir que faz parte de um grupo

Dentre as muitas funções do professor, destaca-se a de “socializador”. Inclusive, a própria educação e o ensino são fenômenos de interação psicológica e comunicação social. O professor de temperamento egocêntrico, fechado, incapaz de manter contatos sociais com certo entusiasmo, não está talhado para as funções do magistério cristão; estas, além do “amor paedagogicus” e genuína espiritualidade, exigem comunicabilidade, interesse e dedicação à pessoa dos educandos e aos seus problemas.

A possibilidade de uma pessoa relacionar-se bem com a sua família ou com um grupo de amigos lhe dá segurança, ajuda a combater a solidão e favorece o crescimento espiritual.

Às vezes, imaginamos tendenciosamente, que os alunos da classe de adultos só precisam do conhecimento bíblico para o pronto ingresso na obra do Mestre. Olvidamos de suas carências sociais e afetivas, dificuldades de relacionamento e a necessidade de cultivar amizades sinceras.

Isto é um erro crasso! O professor deve propiciar um clima de amizade entre os alunos. Não é suficiente o contato que o professor tem com o aluno durante a aula na Escola Dominical. Ele deve proporcionar um meio-ambiente propício para um inter-relacionamento com outros crentes onde compartilham idéias, verdades aprendidas na Palavra, aspirações, e onde haja compreensão.

Observando as palavras de Paulo em Efésios 4.3 “Até que todos cheguemos...” verificamos que o meio-ambiente propício ao crescimento espiritual é encontrado no contexto da comunhão cristã.


Lecionar para adultos pode ser um interessante desafio! Depende do professor.

Ao contrário do que se pensa, lecionar para adultos pode ser um grande desafio. Basta ser criativo, dinâmico e empreendedor. Um bom professor nunca fica satisfeito com seu trabalho. Procura sempre melhorar seu desempenho. Vive na busca constante do novo, de como criar novas expectativas em seus alunos. O ensino dinâmico é aquele que provoca nos alunos uma sensação de intensa vontade de aprender.

Os adultos precisam saber que são produtivos e podem compartilhar suas idéias e experiências. Essas experiências, consideradas conteúdo dinâmico, podem até influenciar positivamente no amadurecimento de outras pessoas. Isto porque, geralmente, o adulto aprende, quando suas necessidades são satisfeitas ou quando o objeto de estudo tem significado pessoal para ele. Caso contrário, se vier a freqüentar as aulas, será, simplesmente para cumprir um protocolo eclesiástico. Ou, quem sabe, arranjar uma boa ocupação para as manhãs de domingo.

Você sente a chamada de Deus para essa obra? Reconhece a importância de sua tarefa? Esforça-se para seguir o exemplo de Jesus, o Mestre dos mestres?

Os professores da EBD são freqüentemente escolhidos pelos líderes. Será que são vocacionados? Os vocacionados têm esmero. “...se é ensinar, haja dedicação ao ensino” (Rm 12.7b). O que significa esmero? Esmero significa integralidade de tempo no ministério – estar com a mente, o coração e a vida nesse ministério. Ser professor é diferente de simplesmente ocupar o cargo de professor.

Marcos Tuler
escoladominical@cpad.com.br

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Deus abençoe a todos.


8 de agosto de 2009

O SISTEMA DE VIVER NO MUNDO



"E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus". ( Rm 12.2)

O sistema de viver do mundo, em termos práticos e atuais, está presente na vida pessoal e eclesial do cristão, das seguintes formas:

Na vida pessoal

a) Na prática das obras da carne (Gl 5.16-21);b) No apego aos bens materiais e acúmulo de riquezas (por vezes ilícita) (Mt 6.19-21; Lc 12.15-21; 1 Tm 6.17-19; Tg 5.1-6);c) No poder opressor, vivenciado na família (Ef 6.4; 1 Pe 3.7), no trabalho (Ef 6.9) e na igreja (1 Pe 5.1-4);d) Na busca orgulhosa, arrogante e desenfreada por títulos (eclesiásticos, acadêmicos e honoríficos) e posições (Mt 20.20-23), fama, sucesso e status (Mt 4.8-10);e) Em práticas que comprometem a integridade moral do indivíduo (1 Co 6.9-11)-

Na Comunidade Eclesial

a) Na adoção do modelo (sistema) econômico capitalista selvagem. Caracterizado pela opulência dos templos, luxo de alguns líderes (viver dignamente não é viver regaladamente) às custas dos dízimos e ofertas de lavadeiras, operários, viúvas assalariadas e semelhantes, no mero profissionalismo ministerial, na disseminação e defesa da Teologia da Prosperidade (mascarada no meio assembleiano por "Vitória Financeira"), no tratamento diferenciado aos que possuem "mais", ou crentes ricos (Tg 2.1-7);

b) Na adoção do modelo (sistema) político corrupto e corruptor. Manifesto nos atuais métodos de eleições convencionais (com direito a corrupção, nepotismo, traições, mentiras, estratégias desleais, e gastos de milhões de reais, partidarismo, revides etc.), na aliança, apoio e compromisso público (e por debaixo dos panos) de pastores com "políticos bandidos" (salvo as raríssimas exceções), no recebimento de salários (ou ajudas) por cargos fantasmas (ou compra de voto e apoio descarada), na negociação dos votos da igreja (sem conhecimento, autorização e aprovação da igreja);

c) Na adoção do modelo (sistema) ético/moral relativizado. Percebido no aumento do sexo pre-conjugal, da infidelidade no casamento e do número de divórcios (inclusive no ministério) por motivos banais, na sonegação ou retenção de impostos (previdenciários e trabalhistas), na falta de transparência administrativa e financeira;

d) Na adoção do modelo (sistema) de entretenimento
pão e circo. Marcado pelos shows gospel, pelos artista e estrelas da fé, pelos fã-clubes evangélicos, pela desenvoltura no púlpito/palco, pela banalização e comercialização da adoração."E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Rm 12.2a)""Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente." (1 Jo 2.15-17)

Diferenças entre o Cristianismo e o Mundo não-cristão sem Deus.

CRISTIANISMO
Um só Deus, Criador e Senhor.
Verdades absolutas
Fundamentos Bíblicos
Deus é o centro
Amor altruísta

MUNDO NÃO-CRISTÃO
Não há Deus
Verdades relativas
Fundamentos mundados
O homem é o centro
Hedonismo
Egoísmo


Verdade Prática
Todo crente fiel a Deus precisa conhecer os nocivos padrões de procedimento deste mundo, a fim de que possa rejeitá-los e firmar-se cada vez mais nos santos preceitos de Deus.
Fontes:
Blog do Jp;
Lições biblicas Cpad.

11 de julho de 2009

Grandeza,expressão e relacionamento com o Pai:JESUS.

A Expressão Filho de Deus refere-se à relação particular do Unigênito com o Pai e ao relacionamento espiritual de Deus com os seres humanos mediante sacrifício de Cristo no Calvário. Ainda mais com seu amor supremo, com seu nome que está acima de todo nome queremos ainda mostrar algumas particularidades que tratam das dimensões de Sua grandeza.

Jesus Cristo, 8 dimensões de Sua grandeza.
Grandeza de Sua compaixão: Mt 9.36
Grandeza de Sua palavra: Jo 17.17
Grandeza da Sua santidade: Jo 8.46
Grandeza do Seu amor: Rm 5.8
Grandeza do Seu ministério: Mt 4.23
Grandeza do Seu nome: Fp 2.10
Grandeza do Seu Poder: Mt 28.18
Grandeza do Seu sacerdócio: Hb 7.25

Jesus e seu relacionamento com o Pai, no Evangelho de João.

A casa do pai: Jo 14.2
A cumplicidade com o Pai: Jo 14.23
A glória do Pai e do Filho: Jo 17.5
A mensagem do Pai: Jo 5.21
A unidade com o Pai: 17.11
As obras do Pai: 14.10

Em Filipenses está escrito:
“Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome.” (Fp 2.9).


Fontes:
Onde encontrar na Bíblia – Pr. Geziel Gomes
Bíblia de estudo Pentecostal

Jesus, O Filho Eterno de Deus.


Jesus, o Filho Eterno de Deus
Introdução
Hebreus 1.1,2 diz: Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais pelos profetas , a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.
Uma declaração que mudou gerações.
A maior declaração possível de ser feita na face da terra sobre alguém, partiu dos lábios de um homem simples que abandonara suas redes de pescador para seguir aquele a quem disse: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" (Mt 16.16).

Esta declaração não nasceu de uma elaboração intelectual ou um entusiasmo de sentimento; veio-lhe dos céus! Nasceu no coração de Deus. "Não foi a carne e o sangue quem te revelou, mas meu Pai que está nos céus".

Esta afirmação retumbou por todo o universo como a mais clara, sublime e eterna verdade que nós humanos podemos conhecer. Ali, nas cercanias de Cesaréia de Felipe, estavam os discípulos face a face com aquele que é"...a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação"(Cl 1 .15).

Aquele que era "antes de todas as coisas" (Cl 1.17), entra no mundo com genealogia humana. Penetra na história dos homens em uma seqüência de gerações que vai até o primeiro homem. Assim tornou-se como um de nós. Foi gerado no seio de uma mulher simples por uma semente que veio dos céus. A única semente que produziu a vida: "a vida estava nele e a vida era a luz dos homens" (Jo 1.4).

O que era antes de seus antecedentes carnais (Jo 8.58), para ter "semelhança de homens; e reconhecido em figura humana" (Fl 2.7), precisou esvaziar-se da glória eterna que tivera junto do Pai, antes da fundação do mundo (Jo 17.5).

O Criador de todas as coisas com o Pai (Jo 1.3), tornou-se naquele que "assume a forma de servo" (Fl 2.7). Ele era rico, "se fez pobre por amor de vós, para que pela sua pobreza, vos tornásseis ricos" (2Co 8.9).

Tudo em sua vida ter rena faz um tremendo contraste com o que Ele era junto ao Pai. O soberano que criou tronos, soberanias, principados e potestades, e os criou para Ele, nasceu num humilde lugar, tendo como primeiro leito uma manjedoura.

Seu nascimento, evento único que revela o infinito amor que poderia ser dedicado a cada ser humano, foi anunciado a poucos pastores do campo e a desconhecidos errantes que buscavam confirmar deduções de uma precária astronomia.

Se nos céus aprouve a Deus "que nele residisse toda a plenitude" (Cl 1.19), na terra, onde "as raposas tem seus covis e as aves dos céus ninhos; o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça" (Lc 9.58).

Possuidor de toda a "profundidade da riqueza, tanto da sabedoria, como do conhecimento de Deus" (Rm 11.33), vai ao Templo de Jerusalém, aos doze anos de idade, assentar-se atento no meio dos mestres, ouvindo-os e interrogando-os (Lc 2.46).

Não foi num magnífico e solene recinto que recebeu a afirmação que a voz divina lhe fez. Foi nas circunvizinhanças do Jordão, onde um estranho profeta pregava arrependimento, que ouve o Pai testificar o que jamais poderia fazer a outra pessoa : "Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo" (Lc 3.22).

Ele que removera dos céus o anjo rebelde, aqui é por este desafiado.
O diabo não escolheu um palácio onde a vaidade e o orgulho humano imperam, onde políticos e cortesãs comercializam seus interesses, onde a riqueza e a pompa iludem, ambientes tão próprio dele, para ser o cenário da tentação.

Usa o ermo deserto onde está aquele que, fisicamente enfraquecido, busca a intimidade com Seu Pai, para definir o ministério que empreenderia.

Desenvolve um ministério onde não há lugar para a propaganda ou qualquer evidência pessoal. Suplica aos favorecidos pelos seus gestos de amor curador que a ninguém contassem a restauração recebida (Mc 1.44; 7.36).

Repreendia aos que queriam identificá-Io como o Cristo, para se resguardar da nefasta agitação carnal humana (lc 4.41 ). Ensinava não aos sábios e entendidos, mas aos simples e sinceros de coração: " A vós outros vos é dado conhecer os mistérios do reino de Deus". Aos arrogantes falava "por parábolas para que vendo não vissem e ouvindo não entendessem"( Lc 8.10 ).

Quando num excepcional momento em que foi exaltado sobremodo, quando estavam presentes três de seus mais achegados discípulos, Ihes roga: "A ninguém conteis a visão" (Mt 1 7.9). E, quando mais tarde o discípulo declarou que Ele era o Cristo, adverte-o que a ninguém falasse tal coisa a seu respeito (Mc 8.30).

Aquele que dissera ao Pai: "Eu sabia que sempre me ouves"(Jo 11.42), num jardim, desiste do pedido que fazia par realizar agora o que ouve do Pai (Mt 26.39).

Podendo rogar que fossem enviadas legiões de anjos para defendê-Lo, entrega-se pacificamente aos que vieram prendê-Lo (Mt 26.53). Guarda silêncio perante o tribunal que o acusa e também instiga depoimentos de falsas testemunhas (Mt. 26.63). Ele" veio para o que era seu, e os seus não o receberam (Jo 1.11).

A vida estava nele" (Jo 1.4) por isso deu sua vida em resgate de muitos numa infame cruz. "Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós" (2Co 5.21). "Oprimido e humilhado, mas não abriu a sua boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha, muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca" (Is 53.7).

O que pela sua palavra curou feridas e restituiu saúde a corpos, faz agora com que "pelas suas pisaduras fôssemos sarados" (Is 53.5). Aquele que nos deu vida foi morto e sepultado. Contado como um entre os homens por um recenseamento, agora é contado como um entre os mortos. Entretanto a tumba não pode contê-Lo. Ressuscitou.

O Filho de Deus que tornou-se Cordeiro de Deus, em breve irá voltar. "Todo o olho o verá, até quantos o transpassaram" (Ap 1.7). Como Juiz que tem em suas mãos a chave, toda a autoridade, da morte e do inferno, abrirá e fechará os céus, a morte e o inferno aos homens conforme seu justo julgamento.

Os remidos em Seu sangue entoarão aleluias pois serão convidados para as bodas do Cordeiro. E a sua noiva, a igreja, aclamará que Jesus Cristo, o Filho de Deus é "0 REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES" (Ap 19.16).

Então Ele se assentará em seu trono ao lado do trono do Pai e nós, os remidos por seu sangue, contemplaremos a Sua face, e nas nossas frontes estará o nome dele. O Senhor nosso Deus brilhará sobre nós, e reinaremos com Ele pelos séculos dos séculos. Amém.

JESUS, O FILHO DE DEUS.
Filho gerado por Deus. “Tu és meu filho, hoje te gerei... Eu lhe serei por Pai, e Ele me será por Filho”. Temos aqui uma profecia messiânica cumprida cabalmente em Jesus (At 13.33; Sl 2.7; Hb 5.5; 2 Sm 7.14).
A expressão Filho de Deus nas Escrituras, indica claramente a natureza divina de Jesus. Sua procedência revela que Ele compartilha a mesma essência e natureza do Pai: “Saí e vim do Pai ao mundo” (Jô 16.28).

FILHO DESDE A ETERNIDADE.
O ensino de que o verbo tornou-se Filho a partir da sua encarnação não tem apoio entre os teólogos realmente bíblicos, piedosos e conservadores. O Filho de Deus é eterno; sempre existiu; Ele já era chamado Filho mesmo antes da sua encarnação, como vemos em 1Jo 4.9: “Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos”.

O FILHO É DEUS.
Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de equidade é o cetro do teu trono. (Hb 1.8).
O termo Deus, no versículo oito, é uma referência ao Deus de Israel (Sl 45 6,7). No Salmo 45.7 há duas menções proféticas de Deus. A Primeira, “por isso, Deus” é uma referência a Cristo. A segunda, “o teu Deus”, é uma alusão a Deus, o pai Eterno (Hb 1.8,9).
A relação de Jesus com o Pai revela sua deidade (Jo 10.30-36). Portanto, é uma heresia e blasfêmia afirmar que Jesus é o Filho de Deus, mas não é Deus.
Sinopse:
Filho de Deus indica tanto a origem divina de Jesus quanto à sua deidade.

JESUS, O FILHO DE DEUS.
Origem e significado do termo “unigênito”.
O termo aparece cinco vezes nos escritos de João, todas relacionadas a Jesus (Jo 1.14,18; 3.16,18; 1Jo 4.9).Isso revela claramente sua divindade.
Unigênito, na Bíblia, conduz a idéia de natureza, caráter, tipo, e não de geração. Jesus é o unigênito do Pai no sentido do seu relacionamento exclusivo com Ele. Cristo não foi criado por Deus, Ele preexiste eternamente, por isso é chamado de Pai da Eternidade (Is 1.6).
O Filho Unigênito não reflete a idéia de nascimento, mas de natureza, caráter e tipo.

Conclusão.
A Posição singular de Jesus como Filho, Primogênito e Unigênito aponta para a sua divindade. O Sentido de Filho e de Primogênito não deve ser entendido pela perspectiva meramente humana. Estudemos esses termos teológicos com muito esmero, a fim de compreender sua verdadeira significação, pois ajudar-nos-á a desfazer a visão distorcida dos muitos grupos religiosos não-cristãos.
Fontes:
Vivos.com
Lições Bíblicas- Cpad
Bíblia de Estudo Pentecostal












6 de julho de 2009

A Primeira Carta de João


Nota sobre o autor da Carta
Felizmente, temos considerável informação acerca do discípulo chamado João. Marcos diz-nos que ele era irmão de Tiago, filho de Zebedeu (Mc 1.19). Diz também que Tiago e João trabalhavam com "os empregados" de seu pai (Mc 1.20).Alguns eruditos especulam que a mãe de João era Salomé, que assistiu a crucificação de Jesus (Mc 15.40). Se Salomé era irmã da mãe de Jesus, como sugere o Evangelho de João (Jo 19.25), João pode ter sido primo de Jesus.Jesus encontrou a João e a seu irmão Tiago consertando as redes junto ao mar da Galiléia. Ordenou-lhes que se fizessem ao largo e lançassem as redes. arrastaram um enorme quantidade de peixes - milagre que os convenceram do poder de Jesus. "E, arrastando eles os barcos sobre a praia, deixando tudo, o seguiram" (Lc 5.11) Simão Pedro foi com eles.João parece ter sido um jovem impulsivo. Logo depois que ele e Tiago entraram para o círculo íntimo dos discípulos de Jesus, o Mestre os apelidou de "filhos do trovão" (Mc 3.17). Os discípulos pareciam relegar João a um lugar secundário em seu grupo. Todos os Evangelhos mencionavam a João depois de seu irmão Tiago; na maioria das vezes, parece, Tiago era o porta-voz dos dois irmãos. Paulo menciona a João entre os apóstolos em Jerusalém, mas o faz colocando o seu nome no fim da lista (Gl 2.9).Muitas vezes João deixou transparecer suas emoções nas conversas com Jesus. Certa ocasião ele ficou transtornado porque alguém mais estava servindo em nome de Jesus. "E nós lho proibimos", disse ele a Jesus, "porque não seguia conosco" (Mc 9.38). Jesus replicou: "Não lho proibais... pois quem não é contra a nós, é por nós" (Mc 9.39,40). Noutra ocasião, ambiciosos, Tiago e João sugeriram que lhes fosse permitido assentar-se à esquerda e à direita de Jesus na sua glória. Esta idéia os indispôs com os outros discípulos (Mc 10.35-41).Mas a ousadia de João foi-lhe vantajosa na hora da morte e da ressurreição de Jesus. Jo 18.15 diz que João era " conhecido do sumo sacerdote". Isto o tornaria facilmente vulnerável à prisão quando os aguardas do sumo sacerdote prenderam a Jesus. Não obstante, João foi o único apóstolo que se atreveu a permanecer ao pé da cruz, e Jesus entregou-lhe sua mãe aos seus cuidados (Jo 19.26-27). Ao ouvirem os discípulos que o corpo de Jesus já não estava no túmulo, João correu na frente dos outros e chegou primeiro ao sepulcro. Contudo, ele deixou que Pedro entrasse antes dele na câmara de sepultamento (Jo 20.1-4,8).Se João escreveu, deveras, o quarto Evangelhos, as cartas de João e o Apocalipse, ele escreveu mais texto do NT do que qualquer dos demais apóstolos. Não temos motivo para duvidar de que esses livros não são de sua autoria.Diz a tradição que ele cuidou da mãe de Jesus enquanto pastoreou a congregação em Éfeso, e que ela morreu ali. Preso, foi levado a Roma e exilado na Ilha de Patmos. Acredita-se que ele viveu até avançada idade, e seu corpo foi devolvido a Éfeso para sepultamento.
Entendendo a Carta de João, O Apóstolo.
Diferente das epístolas escritas pelo apóstolo Paulo, a primeira carta de João não começa nem termina com saudações. Ela também se distingue pelo conteúdo, enriquecido pelas experiências espirituais de autor (1 Jo 1.1-4). Não poderia ser diferente, uma vez que foram três anos de ininterrupta convivência e aprendizagem ministerial com o Mestre. Isto a torna um dos livros da Bíblia mais instrutivos e edificantes para o cristão.
O propósito da carta de João
Os escritos de João têm como propósito apresentar o Senhor Jesus Cristo com a manifestação do amor de Deus. Outro objetivo é fazer os irmãos saberem, com certeza, que os que crêem no nome do Filho de Deus, têm a vida eterna (l Jô 5,13; Jô 1,12).
Naqueles dias surgiram na grande cidade de Éfeso e região, área sobre a qual o apóstolo exercia seu ministério pastoral muitos, muitos enganadores que, através de falsas doutrinas, intentavam induzir os crentes ao erro, razão pela qual João escreveu as três cartas (l Jo 2.19,26; 3.2; 2 Jo v.7). Surgiram “anticristos” (l Jo 2.18), e falsos profetas (4.1), contudo, João expôs a hipocrisia de todos esses e confirmou a fé dos autênticos crentes.

Erro concernente a Cristo.
João acusa os hereges de afirmarem ter o Pai, mas negar o Filho ( 2.22-24). Eles ensinavam que Jesus era apenas um homem, filho natural de José e Maria. Em outras palavras, eles não criam em Cristo como Deus encarnado. Não reconhecer a encarnação de Cristo é negar as profecias do AT e a mensagem da do seu cumprimento em o Novo (Is 7.14; 9.6; l Jo 1.1,14). Ao dizer que Jesus é o Cristo prometido, João esta afirmando que Ele é o Deus encarnado cujo sacrifício resgatou-nos da maldição do pecado. Não considerar esse fato é negar a expiação por Cristo, o Filho de Deus, (Is 53.4-10; Jo 4.25,26; 6.69; Mc 15.39). Inclusive, o apóstolo afirmou que a negação deste fato era umas das formas de identificar os “falsos” espíritos (l Jo 4.3).

Auto-engano moral.
Os princípios de comportamento e doutrina desses hereges eram totalmente enganosos, pois ensinavam que o corpo é apenas o invólucro do espirito, de maneira que seu comportamento não compromete o aspecto espiritual, ou seja, nada do que a pessoa faz através do corpo pode prejudicar o espirito. O apóstolo previne os cristãos contra este erro e ensina que quem comete pecado é do Diabo, porque o Adversário peca desde o principio. Entretanto, ele também ensina que o Filho de Deus se manifestou para desfazer as obras do Diabo (3.8,9).
Jesus com ênfase alertou uma mulher pecadora trazida à sua presença e um paralítico curado sobre “não pecar mais’ ( Jo 8.11;5,14 ), demonstrando-nos que espera um santo viver de quem o aceita como Salvador. O apóstolo João destaca muito bem no capitulo l, versículo 7 a 10 de sua primeira epístola, a correta atitude de crente em relação ao pecado. O crente não é impecável, mas pode triunfar e vencer o pecado, por Nosso Senhor Jesus Cristo ( l Jo 1.7,9; Rm 8.2; 6.12-14).” Meus filhinhos estas coisas vos escrevo, para que não pequeis: e se alguém pecar, temos um advogado para com Pai, Jesus Cristo, o Justo” ( l Jo 2.1 ).

Sinopse
O mais eficaz dos métodos de prevenção contra os falsos ensinos é uma sólida instrução bíblica em relação à Pessoa de Jesus Cristo e ao nosso comportamento como cristãos.

Conclusão
A visão panorâmica da presente lição realça a importância desta carta do apostolo João que, como toda a Bíblia, é sempre atual. Ela vem ao encontro das necessidades da igreja de todas as épocas, principalmente a do presente momento, que vem sendo atacada pela oferta de coisas terrenas, cujos valores são ilusórios e passageiros se comparados às riquezas espirituais e eternas que já temos recebido de Deus por meio de seu Filho. Cada cristão deve, além de estar em contato permanente com a palavra de Deus—condição básica para manter-se fiel até a volta de Cristo, permanecer na luz e cultivar o seu amor pelos irmãos.

Fontes.
Lições Bíblicas- 3º Trimestre – CPAD

Gnósticismo

Introdução
Gnósticismo, o que é?
Gnosticismo era um movimento religioso (não uma religião única e identificável) e filosófico, amplo (popular em todo o mundo greco-romano, nos séculos I e II), multifacetado e difuso (permeando muitas outras religiões e filosofias): apesar de poderem diferir em algumas preferências ou avaliações subjetivas sobre importâncias relativas, gnósticos caracterizavam-se por todos basicamente clamarem possuir ou procurarem supremamente algum tipo de conhecimento secreto (Gnose) sobre as naturezas do universo e da existência humana.
O gnosticismo acredita que há como que dois deuses; um deus bom e outro mau; e o mundo teria sido criado pelo deus mau, um deus menor, que eles chamam de demiurgo; este seria o nosso Deus da Bíblia, dai todas as tragédias contadas nela. Para esta crença, as almas dos homens já existiam em um universo de luz e paz (Plenoma); mas houve uma "tragédia" – algo como uma revolta – e assim esses espíritos foram castigados sendo aprisionados em corpos humanos, como em uma cadeia, pelo deus demiurgo, e que os impede de voltar ao estado inicial. A salvação dessas almas só seria possível mediante a libertação dessa cadeia que é o corpo, que é mau, e isto só seria possível através de um conhecimento (gnose em grego) secreto, junto com práticas mágicas (esotéricas) sobre Deus e a vida, revelados aos "iniciados", e que dariam condições a eles de se salvarem. Por isso os gnósticos não acreditam na salvação por meio da morte e ressurreição de Jesus Cristo; não acreditam no pecado, nos anjos, nos demônios, e nem no pecado original. Para eles o mal vem da matéria e do corpo humano, que são maus. A Igreja muitas vezes teve que se pronunciar contra isto e muitas vezes relembrou que "tudo o que Deus fez é bom".
Para o gnosticismo tudo que é material foi criado pelo deus mal e deve ser desprezado; assim, por exemplo, o casamento e tido como mau porque através dele o homem (corpo) se multiplica. São Paulo combateu isto em 1Tm 4, 1ss. Tudo o que é espiritual teria sido criado pelo deus bom.
Segundo ainda o gnosticismo "cristão", o Deus bom , Supremo, teria enviado ao mundo o seu mensageiro, Jesus Cristo, como redentor (um eon), um “Avatar”, portador da “gnósis”, a palavra revelada a alguns escolhidos e que leva à salvação (libertação do corpo). Jesus não teria tido um corpo de verdade, mas apenas um corpo aparente (docetismo); doceta em grego quer dizer aparente. Jesus teria então um corpo ilusório que não teria sido crucificado. S. João combateu isto em suas cartas (cf.1 Jo 18,-23)
O gnosticismo acredita também na reencarnação para a salvação da pessoa; vê-se então, que é radicalmente oposto ao Cristianismo

A DOUTRINA DA SÍNTESE
A Gnose é conhecida como Doutrina da Síntese, visto que reúne os mais importantes aspectos de todas as religiões do passado e presente, não sendo propriedade de grupo algum. É um conhecimento atemporal e perene. Seu principal objetivo é alcançar a auto-realização, sendo definida (dentro da Gnose) como "o desenvolvimento completo e harmonioso de todas as infinitas possibilidades no interior do ser humano". A importância da auto-realização consta da Antiga Advertência, colocada na entrada do oráculo de Delfos:
"Te advirto, quem quer que sejas,
Oh, tú! Que desejas sondar os Mistérios da Natureza.
Como esperas encontrar outras excelências,
Se ignoras as de tua própria casa?
Em ti, está oculto o tesouro dos tesouros.
Oh, homem! Conhece a Ti mesmo
E conhecerás o Universo e os Deuses

23 de maio de 2009

Coisas sacrificadas aos Ídolos


Texto: "As coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios e não a Deus.
E não quero que sejais participantes com os demônios" ( I Co 10.20)
O que é Idolatria ? Será que este assunto é importante para a Igreja de Cristo aqui na terra ?
Idolatria: Culto prestado a Ídolos.

De acordo com Champlin; Idolatria: "...em um sentido mais lato, pode indicar a veneração ou adoração a qualquer objeto, pessoa, instituição, ambição, etc., que tome o lugar de Deus, ou que lhe diminua a honra que lhe devemos" (Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, Vol 3, pág.206).

Introdução :
Corinto era uma importante cidade da Grécia, e a capital da província romana Acaia. Sua geográfia privilegiada favorecia o comercio, a cultura , os esportes e as religiões pagãs. Em Corinto havia muitos templos dedicados ao deuses greco-romanos.
Dentre eles, se destacava o de Afrodite, localizado no topo de Acrocorinto,tendo mais de mil sacerdotisas que se dedicavam à prostituição religiosa .
Se Roma era a capital política do mundo, Atenas a capital cultural, Corinto era a capital do pecado. Paulo então chega nesta cidade de estrangeiros, de escravos, comerciária e promiscua com uma interrogação, como começar a evangelizar em um lugar assim depois de um fracasso em Atenas?

Carne sacrificada:
No Antigo Testamento. (Dt 32. 16,17)
Diversas passagens biblicas relacionam o Ídolo aos Dêmonios e o culto idolatra ao culto diabolico.

O Apostolo Paulo adverte a igreja de Corinto para não se envolver com a Idolatria. Como o povo de Isarel no deserto. Naqueles dias, os judeus desviados ofereceram sacrifícios, aos demônios , prostituiram-se e comeram da carne sacrificada aos ídolos ( I Co 10.7,8)
O cristão também não deve participar de festividades e atos que cultuam os "santos" "os guias" e ídolos demoníacos. Assim como Daniel , Assim como Daniel, deve o crente rejeitar irrevogavelmente o manjar oferecido aso ídolos ( Dn 1.8,9)

É muito comum ver evangélicos participando de Festas Juninas, e até mesmo denominações evangélicas realizando festas juninas travestidas de outros nomes. Esquecem-se estes irmãos que, desde o Velho Testamento Deus estabeleceu festas específicas para o Seu povo, as quais caracterizavam a aliança entre Deus e Seu povo. A Palavra de Deus nos chama de "nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus" (1 Pd 2.9). De acordo com o apóstolo Paulo, uma festa idólatra envolve as seguintes práticas: comida, bebida, imoralidade, cobiça. (1 Cor 10), daí Paulo concluir: "Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus" (1 Cor 10.31).






16 de maio de 2009

Considerações acerca do casamento

Introdução
Texto:
"Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem macula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará" (Hb 13.4).

Leitura diária

Segunda- 1 Co 7.39- O Casamento deve ser no Senhor

Terça- 2Co 6.14-18- Deus condena os casamentos mistos.

Quarta- Gn 2.24- O Casamento torna o homem e a mulher "uma so carne"

Quinta- Mt 19.26- O Casamento deve ser indissolúvel

Sexta- Mt 5.27,28- O Casamento é uma salvaguarda contra a imoralidade

Sábado- Hb 13.4- O Casamento deve ser Puro.

Havia dúvidas entre os crentes de Corinto sobre o casamento e o relacionamento familiar em geral. Foi então que eles resolveram escrever ao apóstolo Paulo a fim de esclarecerem sobre esses assuntos.

O CRISTÃO E O CASAMENTO

1. O CASAMENTO E SEUS PRINCÍPIOS

• O celibato não é um dogma e sim uma questão pessoal – I Co 7.1 Ora, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher• A fornicação não é uma regra e sim um questão imoral – I Co 7.2 Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido.• A sexualidade não é um favor e sim uma questão devida – I Co 7.3 O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido.

2. O CASAMENTO E SEUS DEVERES

• O direito de um casal deve ser recíproco - I Co 7.4 A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher.• A abstinência de um casal deve ser combinada - I Co 7.5a… Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração;• A separação de um casal deve ter brevidade - I Co 7.5b…e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência

3. O CASAMENTO E SEUS PROBLEMAS

• Assumir esse compromisso requer reflexão - I Co 7.7 Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira e outro de outra. • Envolve lucidez para lidar com dissensões - É uma decisão que requer fidelidade - I Co 7.10 Todavia, aos casados mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido. • Questões litigiosas não podem ficar pendentes - I Co 7.11 Se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher.

Casamento

Instituição divina que tem por objetivo a união entre um homem e uma mulher.

2 de maio de 2009

A Imoralidade em Corinto

Texto Bíblico: I Co 6.20 Porque fostes comprados por bom preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.

INTRODUÇÃO
A igreja de Corinto, como toda igreja carnal, além das divisões e partidarismos, tinha casos vergonhosos de imoralidade sexual (porneia em grego). Nesta lição estudaremos a respeito da situação imoral na qual se encontrava aquela igreja. Em seguida, mostraremos algumas recomendações bíblicas quanto à disciplina da igreja diante do pecado. Ao final, destacaremos que a disciplina é necessária, e mais que isso, é saudável tanto para a igreja quanto para aquele que é disciplinado.
1. A IMORALIDADE NA IGREJA DE CORINTO
Na igreja de Corinto a imoralidade sexual era comum. Isso acontecia porque a igreja era cúmplice, ou seja, tolerava o pecado. Havia um caso aviltante naquela igreja de relacionamento de um homem com a mulher do seu pai. Paulo deixa claro, em I Co. 5.1,2 que um caso como esse não teria apoio sequer no meio daqueles que não professam a fé cristã. Provavelmente, não se referia a própria mãe, pois se assim o fosse Paulo o teria dito. O ofensor, portanto, teria seduzido a mulher do seu pai, isto é, a madrasta, ainda que não fique explicitado se isso teria acontecido após o divórcio ou da morte do pai. Em todo caso, tratava-se de uma prática sexual ilícita, denunciada pelo Apóstolo e proibida tanto pelas leis romanas quanto judaicas (Lv. 18.8). A esse respeito, destacamos que: 1) não se pode fazer concessão ao pecado (v. 1) – a igreja havia se acostumado com tais práticas (v. 2); 2) é preciso chorar e lamentar o pecado – a palavra grega usada é penthein, cujo sentido é de alguém que pranteia num funeral, ao invés de chorar, a igreja estava ensoberbecida; 3) não se deixar ensoberbecer com o pecado – é triste saber que aquela igreja não apenas apoiava o pecado, mas se jactava dele (v. 6), o politicamente “correto” e a aplicação da tolerância havia chegado ao extremo, é possível que não mais se levasse em conta o absoluto, o relativismo cultural já havia tomado conta da igreja, por isso, essa não mais disciplinava os pecadores (v.2).

A seguir temos algumas recomendações que devemos seguir para que a imoralidade que alacançou Corinto não nos alcançe.

CONTINUE SALVO NÃO COMPACTUANDO COM A IMORALIDADE

1. O CRENTE REDIMIDO DEVE VALORIZAR A SUA REDENÇÃO
• Fomos libertados da nossa lealdade ao pecado – Rm 6.22 Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna. • Fomos libertados da nossa escravidão ao pecado – Gl 5.1 Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão.• Fomos libertados da nossa dominação ao pecado – Gl 5.13 Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor.
2. O CRENTE REGENERADO DEVE TER VIDA SEPARADA

• Nosso corpo deve ser consagrado ao Senhor – I Pe 2.8 Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;• Tenha força de vontade para resistir tentações – I Ts 5.22 Abstende-vos de toda a aparência do mal.• Busque desenvolver virtudes morais positivas – 2 Pe 1.5 E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência,
3. O CRENTE ESPIRITUAL DEVE SER MORADA DO ESPÍRITO
• Temos que pertencer inteiramente a Deus – Sl 100.3 Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele que nos fez, e não nós a nós mesmos; somos povo seu e ovelhas do seu pasto.• O Espírito não habita em templo poluído - I Co 6.19 Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?• Somos o lugar onde Deus manifesta a sua glória – Ef 1.12 Com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós os que primeiro esperamos em Cristo

CONCLUSÃO
A igreja de Corinto, como algumas igrejas da atualidade, toleram o pecado, e o pior, em determinados contextos esse é assumido com naturalidade. A fim de que essa não seja uma prática comum naquela e em nossas igrejas, Paulo instrui a respeito da necessidade da disciplina. Ainda que dolorosa, essa precisa continuar sendo atuante, não somente para a saúde da igreja, mas para a possível preservação da alma do ofensor. Para tanto, a disciplina cristã deva ser feita com lágrimas, sobretudo com amor, na esperança que o pecador se arrependa e se volte para o Senhor que é longânimo para perdoar.

Palavra final
Queridos é chegado o tempo de pregarmos contra atos desta natureza, portanto não podemos desanimar por qualquer causa, mas precisamos estar firmes nas palavras do Mestre Jesus. Enquanto estivermos na Palavra poderemos e iremos pregar contra a imoralidade na Casa do Senhor, por isso irmãos oremos a Deus para que ele não nos deixe cair no erro de aceitarmos qualquer ato que desabone a boa conduta da igreja de Cristo aqui na terra.

24 de abril de 2009

A História da Escola Dominical


Acredito que todos que participam deste blog são apaixonados pela EBD, então pensei em comentar um pouco mais sobre a história da Escola Dominical e, como ela nos alcançou. Portanto fique a vontade para ler e se gostar não deixe de comentar, abraços fraternais e paz de Cristo a todos ! Este é um artigo que foi publicado pela CPDA.

“A minúscula semente de mostarda que se transformou numa grande árvore”
Ruth Doris Lemos
Sentado a sua mesa de trabalho num domingo em outubro de 1780 o dedicado jornalista, Robert Raikes procurava concentrar-se sobre o editorial que escrevia para o jornal de Gloucester, de propriedade de seu pai. Foi difícil para ele fixar a sua atenção sobre o que estava escrevendo pois os gritos e palavrões das crianças que brincavam na rua, debaixo da sua janela, interrompiam constantemente os seus pensamentos. Quando as brigas tornaram-se acaloradas e as ameaças agressivas, Raikes julgou ser necessário ir à janela e protestar do comportamento das crianças. Todos se acalmaram por poucos minutos, mas logo voltaram às suas brigas e gritos.
Robert Raikes contemplou o quadro em sua frente; enquanto escrevia mais um editorial pedindo reforma no sistema carcerário. Ele conclamava as autoridades sobre a necessidade de recuperar os encarcerados, reabilitando-os através de estudo, cursos, aulas e algo útil enquanto cumpriam suas penas, para que ao saírem da prisão pudessem achar empregos honestos e tornarem-se cidadãos de valor na comunidade. Levantando seus olhos por um momento, começou a pensar sobre o destino das crianças de rua; pequeninos sendo criados sem qualquer estudo que pudesse lhes dar um futuro diferente daquele dos seus pais. Se continuassem dessa maneira, muitos certamente entrariam no caminho do vício, da violência e do crime.
A cidade de Gloucester, no Centro-Oeste da Inglaterra, era um polo industrial com grandes fábricas de têxteis. Raikes sabia que as crianças trabalhavam nas fábricas ao lado dos seus pais, de sol a sol, seis dias por semana. Enquanto os pais descansavam no domingo, do trabalho árduo da semana, as crianças ficavam abandonadas nas ruas buscando seus próprios interesses. Tomavam conta das ruas e praças, brincando, brigando, perturbando o silêncio do sagrado domingo com seu barulho. Naquele tempo não havia escolas públicas na Inglaterra, apenas escolas particulares, privilégio das classes mais abastadas que podiam pagar os custos altos. Assim, as crianças pobres ficaram sem estudar; trabalhando todos os dias nas fábricas, menos aos domingos.
Raikes sentiu-se atribulado no seu espírito ao ver tantas crianças desafortunadas crescendo desta maneira; sem dúvida, ao atingir a maioridade, muitas delas cairiam no mundo do crime. O que ele poderia fazer?

Por um futuro melhor


Sentado a sua mesa, e meditando sobre esta situação, um plano nasceu na sua mente. Ele resolveu fazer algo para as crianças pobres, que pudesse mudar seu viver, e garantir-lhes um futuro melhor! Pondo ao lado seu editorial sobre reformas nas prisões, ele começou a escrever sobre as crianças pobres que trabalhavam nas fábricas, sem oportunidade para estudar e se preparar para uma vida melhor. Quanto mais ele escrevia, mais sentia-se empolgado com seu plano de ajudar as crianças. Ele resolveu neste primeiro editorial somente chamar atenção à condição deplorável dos pequeninos, e no próximo ele apresentaria uma solução que estava tomando forma na sua mente.
Quando leram seu editorial, houve alguns que sentiram pena das crianças, outros que acharam que o jornal deveria se preocupar com assuntos mais importantes do que crianças, sobretudo, filhos dos operários pobres! Mas Robert Raikes tinha um sonho, e este estava enchendo seu coração e seus pensamentos cada vez mais! No próximo editorial, expôs seu plano de começar aulas de alfabetização, linguagem, gramática, matemática, e religião para as crianças, durante algumas horas de domingo. Fez um apelo através do jornal, para mulheres com preparo intelectual e dispostas a ajudar-lhes neste projeto, dando aulas nos seus lares. Dias depois um sacerdote anglicano indicou professoras da sua paróquia para o trabalho.
O entusiasmo das crianças era comovente e contagiante. Algumas não aceitaram trocar a sua liberdade de domingo, por ficar sentadas na sala de aula, mas eventualmente todos estavam aprendendo a ler, escrever e fazer as somas de aritmética. As histórias e lições bíblicas eram os momentos mais esperados e gostosos de todo o currículo. Em pouco tempo, as crianças aprenderam não somente da Bíblia, mas lições de moral, ética, e educação religiosa. Era uma verdadeira educação cristã.
Robert Raikes, este grande homem de visão humanitária, não somente fazia campanhas através de seu jornal para angariar doações de material escolar, mas também agasalhos, roupas, sapatos para as crianças pobres, bem como mantimentos para preparar-lhes um bom almoço aos domingos. Ele foi visto freqüentemente acompanhado de seu fiel servo, andando sob a neve, com sua lanterna nas noites frias de inverno. Raikes fazia isto nos redutos mais pobres da cidade para levar agasalho e alimento para crianças de rua que morreriam de frio se ninguém cuidasse delas; conduzindo-as para sua casa, até encontrar um lar para elas.
As crianças se reuniam nas praças, ruas e em casas particulares. Robert Raikes pagava um pequeno salário às professoras que necessitavam, outras pagavam suas despesas do seu próprio bolso. Havia, também, algumas pessoas altruistas da cidade, que contribuíam oara este nobre esforço.

Movimento mundial


No começo Raikes encontrou resistência ao seu trabalho, entre aqueles que ele menos esperava - os líderes das igrejas. Achavam que ele estava profanando o domingo sagrado, e profanando as suas igrejas com as crianças ainda não comportadas. Havia nestas aturas, algumas igrejas que estavam abrindo as suas portas para classes bíblicas dominicais, vendo o efeito salutar que estas tinham sobre as crianças e jovens da cidade. Grandes homens da igreja, tais como João Wesley, o fundador do metodismo, logo ingressaram entusiasticamente na obra de Raikes, julgando-a ser um dos trabalhos mais eficientes para o ensino da Bíblia.
As classes bíblicas começaram a se propagar rapidamente por cidades vizinhas e, finalmente, para todo o país. Quatro anos após a fundação, a Escola Dominical já tinha mais de 250 mil alunos, e quando Robert Raikes faleceu em 1811, já havia na Escola Dominical 400 mil alunos matriculados.
A primeira Associação da Escola Dominical foi fundada na Inglaterra em 1785, e no mesmo ano, a União das Escolas Dominicais foi fundada nos Estados Unidos. Embora o trabalho tivesse começado em 1780, a organização da Escola Dominical em caráter permanente, data de 1782. No dia 3 de novembro de 1783 é celebrada a data de fundação da Escola Dominical. Entre as igrejas protestantes, a Metodista se destaca como a pioneira da obra de educação religiosa. Em grande parte, esta visão se deve ao seu dinâmico fundador João Wesley, que viu o potencial espiritual da Escola Dominical, e logo a incorporou ao grande movimento sob sua liderança.
A Escola Bíblica Dominical surgiu no Brasil em 1855, em Petrópolis (RJ). O jovem casal de missionários escoceses, Robert e Sarah Kalley, chegou ao Brasil naquele ano, e logo instalou uma escola para ensinar a Bíblia para as crianças e jovens daquela região. A primeira aula foi realizada no domingo, 19 de agosto de 1855. Somente cinco participaram, mas Sarah, contente com “pequenos começos” contou a história de Jonas, mais com gestos, do que palavras, porque estava só começando a aprender o português. Mas, ela viu tantas crianças pelas ruas, e seu coração almejava ganhá-las para Jesus. A semente do Evangelho foi plantada em solo fértil.
Com o passar do tempo aumentou tanto o número de pessoas estudando a Bíblia, que o missionário Kalley iniciou aulas para jovens e adultos. Vendo o crescimento, os Kalleys resolveram mudar para o Rio de Janeiro, para dar uma continuidade melhor ao trabalho e aumentar o alcance do mesmo. Este humilde começo de aulas bíblicas dominicais deu início à Igreja Evangélica Congregacional no Brasil.
No mundo, há muitas coisas que pessoas sinceras e humanitárias fazem, sem pensar ou imaginar a extensão de influência que seus atos podem ter. Certamente, Robert Raikes nunca imaginou que as simples aulas que ele começou entre crianças pobres, analfabetas da sua cidade, no interior da Inglaterra, iriam crescer para ser um grande movimento mundial. Hoje, a Escola Dominical conta com mais de 60 milhões de alunos matriculados, em mais de 500 mil igrejas protestantes no mundo. É a minúscula semente de mostarda plantada e regada, que cresceu para ser uma grande árvore cujos galhos estendem-se ao redor do globo.
Ruth Dorris Lemos é missionária norte-americana em atividade no Brasil, jornalista, professora de Teologia e uma das fundadoras do Instituto Bíblico da Assembléia de Deus (IBAD), em Pindamonhangaba (SP)

21 de abril de 2009

Despenseiros dos Mistérios de Deus



Despenseiros dos Mistérios de Deus

Introdução
Quem são os verdadeiros ministros de Cristo segundo a Bíblia? Como identificá-los? Quais são as suas qualidades? Qual é a sua missão?
Diante disto vamos tentar enterdem de onde vem o termo ministro e como Paulo destacou o papel do obreiro cristão.
Paulo ao destacar o papel do obreiro cristão, emprega dois vocábulos: "ministro" ( hypēretēs ) e "despenseiro" (oikonomos). O primeiro refere-se ao remador de um navio da época, que remava abaixo da linha da superfície. Seu trabalho era volumoso, pesado e sempre sob as ordens de um chefe. A lição aqui comunicada é de subordinação aos superiores, trabalho e humildade. O segundo diz repeito a um servo administrador de uma casa ou propriedade. É a lição da fidelidade, capacidade e responsabilidade.

"Que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos ministérios de Deus" (1 Co 4.1)

Leitura Diária

Segunda-I Co 3.9

Os ministros da palavra são cooperadores de Deus
Terça-2 Co 8.23

Os ministros da palavra sao embaixadores de Deus
Quarta-Fl 3.17

Os ministros da palavra devem ser exemplos em tudo
Quinta-2 Tm-3.17

Os ministros da palavra devem buscar a perfeição
Sexta-2 Tm-2.15

Os ministros da palavra devem ser aprovados
Sábado- I Ts 2.19,20

Os ministros da palavra e seus frutos

Meditação
Sejamos, pois fiéis no desempenho do labor que Deus nos dispõe e no emprego daquilo que nos confia- o evangelho , os talentos, nosso tempo, as finanças, as oportunidades e qualquer coisa que tivermos a nossa disposição. Almejemos recusar qualquer tentação de culturar a nossa própria glória. Desejemos edificar com presteza a Igreja de Cristo para a glória de Deus, sendo dignos de exemplo para os demais.
Aceitemos humildemente a exortação de Paulo em Romanos 13.12,14: "A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos pois, as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz. Andemos honestamente, como de dia, nao em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências"
Oremos pois a Deus para que Ele, esteja abençoando os ministros da palavra.
Senhor, faze-nos servos fiéis !
Lições Bíblicas